sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Reação diferente


Como você costuma reagir quando as coisas dão errado? Se você programa um final de semana na praia, e a chuva estraga o passeio; se você esperava receber o salário para realizar um sonho, comprando algo especial e uma despesa extra arruinou esta possibilidade como você reage?
Você costuma ficar chateado por horas e até dias, por que teve um pequeno acidente no trânsito, o carro não ficou pronto, o salário atrasou?
Se você reage assim, com certeza fica infeliz muitos dias durante o mês.
Entretanto, existem pessoas que sabem extrair dos fatos mais difíceis de suas vidas, coisas muito positivas.
Uma dessas pessoas é liana Müller Borges. Uma arquiteta paisagista de sessenta anos que um dia teve sua casa assaltada por bandidos que a fizeram refém. Ela foi obrigada, sob a mira de uma arma, a dirigir seu veículo até um esconderijo em uma favela. Durante três horas, ela foi mantida prisioneira em um barraco. Pela janela, enquanto aguardava por sua liberdade, ela pôde olhar algumas crianças que brincavam em um rio sujo, nas proximidades.
Ela sempre se incomodara com a pobreza do país. E naquelas horas, ali prisioneira, se pôs a pensar: "por que todas as crianças não podem crescer com saúde e educação, como meus filhos?"
Horas mais tarde ela foi resgatada. Voltou para casa. Mas, alguns dias depois, retornou à favela. Foi batendo de porta em porta, perguntando aos moradores o que eles mais necessitavam. Ela queria ajudar. Queria mudar aquele estado de coisas.
A primeira providência, atendendo ao pedido das mulheres que trabalhavam fora do lar, foi construir uma creche. Um ano depois, com os recursos conseguidos e a mão de obra da favela, foi inaugurada a creche.
Liana foi trabalhar como voluntária. Ela não desejava somente resolver o problema, delegando o trabalho a outros. Ela queria fazer parte daquele projeto. Passou a trabalhar com as mães, dando-lhes aulas sobre higiene e saúde. Dez anos depois, liana continua seu trabalho. Hoje, em parceria com empresas e a prefeitura, a associação que ela criou ampara a criança e oferece programas profissionalizantes, beneficiando os quatro mil habitantes da favela.
Um seqüestro, um grande susto, algo ruim. Mas, aquela mulher soube captar a mensagem de necessidades do local e transformou um pesadelo em um belíssimo sonho concretizado, que atende e salva muitas outras vidas.
Pense nisso!
Quando você passa pela rua e se depara com quadros de dor, miséria e abandono, já se perguntou o que você pode fazer a respeito?
Já pensou que cada um de nós é responsável pelo estado de felicidade ou infelicidade do semelhante?
Pode ser que você não consiga realizar uma grande obra, mas pode começar atendendo o próximo que está mais próximo.
Você já tentou ajudar seu colega de trabalho? Você sabe das dificuldades que ele atravessa?
E na sua vizinhança? Não existe alguém para ajudar, amparar, servir?
Não deixe que a sua infelicidade lhe impeça de ver as coisas como realmente são. Melhor do que isso: compare e descobrirá como você tem muitas coisas para ser feliz e fazer os outros felizes.
Pense nisso! Mas pense agora.
Fonte:
Revista Seleções do Reader's Digest , junho/2000, pág. 8

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

REVISTA REFORMADOR

Pequena nota sobre o direito a viver

Eros Roberto Grau

Inventei uma história para celebrar a Vida. Ana, filha de família muito rica, apaixona-se por um homem sem bens materiais, Antonio. Casa-se com separação de bens. Ana engravida de um anencéfalo e o casal decide tê-lo. Ana morre de parto, o filho sobrevive alguns minutos, herda a fortuna de Ana. Antonio herda todos os bens do filho que sobreviveu alguns minutos além do tempo de vida de Ana. Nenhuma palavra será suficiente para negar a existência jurídica do filho que só foi por alguns instantes além de Ana.

A história que inventei é válida no contexto do meu discurso jurídico. Não sou pároco, não tenho afirmação de espiritualidade a nestas linhas postular. Aqui anoto apenas o que me cabe como artesão da compreensão das leis. Palavras bem arranjadas não bastam para ocultar, em quantos fazem praça do aborto de anencéfalos, inexorável desprezo pela vida de quem poderia escapar com resquícios de existência e produzindo consequências jurídicas marcantes do ventre que o abrigou.

Matar ou deixar morrer o pequeno ser que foi parido não é diferente da interrupção da sua gestação.Mata-se durante a gestação, atualmente, com recursos tecnológicos aprimorados, bisturis eletrônicos dos quais os fetos procuram desesperadamente escapar no interior de úteros que os recusam.Mais “digna” seria a crueldade da sua execução imediatamente após o parto,mesmo porque deixaria de existir risco para as mães. Um breve homicídio e tudo acabado.

Vou contudo diretamente ao direito, nosso direito positivo. No Brasil o nascituro não apenas é protegido pela ordem jurídica, sua dignidade humana preexistindo ao fato do nascimento, mas é também titular de direitos adquiridos. Transcrevo a lei, artigo 2o do Código Civil:


A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

No intervalo entre a concepção e o nascimento dizia Pontes de Miranda “os direitos, que se constituíram, têm sujeito, apenas não se sabe qual seja”. Não há, pois, espaço para distinções, como assinalou o ministro aposentado do STF, José Néri da Silveira, em parecer sobre o tema:

Em nosso ordenamento jurídico, não se concebe distinção também entre seres humanos em desenvolvimento na fase intrauterina, ainda que se comprovem anomalias ou malformações do feto; todos enquanto se desenvolvem no útero materno são protegidos, em sua vida e dignidade humana, pela Constituição e leis.

Trata-se de seres humanos que podem receber doações [art. 542 do Código Civil], figurar em disposições testamentárias [art.1.799 do Código Civil] e mesmo ser adotados [art. 1.621 do Código Civil]. É inconcebível, como afirmou Teixeira de Freitas ainda no século XIX, um de nossos mais renomados civilistas, que haja ente com suscetibilidade de adquirir direitos sem que haja pessoa. E, digo eu mesmo agora, nele inspirado, que se a doação feita ao nascituro valerá desde que aceita pelo seu representante legal tal como afirma o artigo 542 do Código Civil – é forçoso concluir que os nascituros já existem e são pessoas, pois “o nada não se representa”.

Queiram ou não os que fazem praça do aborto de anencéfalos, o fato é que a frustração da sua existência fora do útero materno, por ato do homem, é inadmissível [mais do que inadmissível, criminosa] no quadro do direito positivo brasileiro. É certo que, salvo os casos em que há, comprovadamente, morte intrauterina, o feto é um ser vivo.

Tanto é assim que nenhum, entre a hierarquia dos juízes de nossa terra, nenhum deles em tese negaria aplicação do disposto no artigo 123 do Código Penal,1 que tipifica o crime de infanticídio, à mulher que matasse, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho anencéfalo, durante o parto ou logo após, sujeitando a a pena de detenção, de dois a seis anos. Note-se bem que ao texto do tipo penal acrescentei unicamente o vocábulo anencéfalo!


Ora, se o filho anencéfalo morto pela mãe sob a influência do estado puerperal é ser vivo, por que não o seria o feto anencéfalo que repito pode receber doações, figurar em disposições testamentárias e mesmo ser adotado?

Que lógica é esta que toma como ser, que considera ser alguém – e não res – o anencéfalo vítima de infanticídio, mas atribuiao feto que lhe corresponde o caráter de coisa ou algo assim?

De mais a mais, a certeza do diagnóstico médico da anencefalia não é absoluta, de modo que a prevenção do erro, mesmo culposo, não será sempre possível. O que dizer, então, do erro doloso?

A quantas não chegaria, então, em seu dinamismo – se admitido o
aborto – o “moinho satânico” de que falava Karl Polanyi?2 A mim causa espanto a ideia de que se esteja a postular abortos, e com tanto de ênfase, sem interesse econômico determinado. O que me permite cogitar da eventualidade de, embora se aludindo à defesa de apregoados direitos da mulher, estar-se a pretender a migração, da prática do aborto, do universo da ilicitude penal, para o campo da exploração da atividade econômica. Em termos diretos e incisivos, para o mercado. Escrevi esta pequena nota para gritar, tão alto quanto possa, o direito de viver.

1“Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena – detenção de dois a seis anos.”
2A grande transformação: as origens da nossa época. Tradução portuguesa de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Óbolo da Viúva

 

Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. - Nisso, veio também uma pobre que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. - Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; - por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (SÃO MARCOS, cap. XII, vv. 41 a 44. - S. LUCAS, cap. XXI. vv. 1 a 4.).
Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. E sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos? Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nº 294 e nº 295.).
Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer idéia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma. Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforç o útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.

* * * Estude Kardec * * *

terça-feira, 30 de agosto de 2011

SETEMBRO


MÁXIMAS DE CHICO XAVIER


MÁXIMAS DE CHICO XAVIER

‎1 - A Verdade é inegociável.
2- Eu não trabalho para os espíritas e nem para os espíritos: eu trabalho para Jesus Cristo!
3- Muitos espíritas acham que Jesus só cuida deles... Ele cuida da Humanidade inteira!
4 - O espírita pensa muito pequeno.
5- A mediunidade não evolui como uma pedra que se rola montanha abaixo, mas sim como uma pedra que se rola montanha acima.
6- Motivos para chorar eu tenho de sobra, como qualquer pessoa, mas eu não posso ficar sentado, esperando que alguém se compadeça e venha me trazer um lenço... Não é isto o que a Doutrina nos ensina.
‎7- O espírita que não se preocupa com a sua renovação íntima ainda não compreendeu a essência do Espiritismo.

8- Quando alguém me anuncia como sendo o famoso Chico Xavier, eu tenho vontade de sumir.
9- Se os espíritas não a estragarem, o Espiritismo é uma doutrina muito promissora... Mas, sinceramente, eu tenho medo. Olhem o que ocorreu com o Cristianismo!
10- Se tirarem Jesus do Espiritismo, eu não fico nele nem um minuto a mais, e quem ficar que faça bom proveito.

  • ‎11- Emmanuel, um dia, me disse que eu me preparasse para receber mensagem de um dos Apóstolos... Ele me avisou que, dentre outras coisas, eu precisaria ficar sem comer carne e me isolar por vários dias. Então, eu agradeci e respondi que ficava muito satisfeito com as mensagens que ele pudesse escrever por meu intermédio.
    12- Eu não entendo Espiritismo sem trabalho constante na caridade.
    13- No médi...um vaidoso, a vaidade é como se fosse uma chaga inoculada numa estrela – que é a mediunidade!
    14- No médium vaidoso, a mediunidade é um problemão, porque ele não sabe o que está arranjando para o futuro. Melhor que deixasse a mediunidade e ficasse só com a vaidade...
    15- Certa vez, um repórter me perguntou o que eu ganhava com a mediunidade. Respondi a ele: uma surra por dia!..

‎16- Já me roubaram um livro inteiro dentro da minha casa... Quando me preparava para entregá-lo a Editora, o espírito de Emmanuel falou comigo: - Chico, este livro não pode ser publicado, porque foi copiado... Daí a uns dois meses, apareceu um livro com todos os temas que Emmanuel havia escrito por meu intermédio.
17- A pessoa não precisa fazer nada contra quem esteja fazendo mal a ela... A sentença já está lavrada e o choque de retorno haverá de ser muito duro!...
18- Todos aqueles que me perseguiram, e já desencarnaram, se viram tão enrolados depois da morte que não apareceram mais.
‎19- Um amigo me fez a seguinte pergunta: - Chico, você ora pelos seus adversários? – Oro, sim – respondi a ele –, para ver se eles me batem menos, porque sem apanhar de tudo eu sei que não posso ficar.

20- Achei engraçado uma senhora que veio nos visitar e me disse: - Chico, me deixa tocar você para ver se você é de verdade... Eu penso que ela imaginava que eu não fosse feito de carne e osso!...

‎21- Os intelectuais espíritas me cansam!
22- Eu gosto de conversar sobre Doutrina, mas tem gente que quer todas as respostas prontas e acham que, na condição de médium, eu tenho a obrigação de lhes dar todas elas.
23 - Quando eu me queixei ao Dr. Bezerra de Menezes de minhas doenças, que sempre foram muitas, ele me disse: - O médium carregado de doenças é um médium multivacinado contra a obsessão!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 9 de agosto de 2011.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

BRANDURA



Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma Lei.
Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes.
Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.
Prova disso é o nosso comportamento diário diante de situações e pessoas.
Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos ao sinal fechado.
Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica: Já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim.
De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da ideia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade. Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora, que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.
Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.
É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente. Isso é muito bom. O que nos falta é imprimir nos atos os Seus ensinamentos.
Para que o Cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo. Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para Ele em nossa intimidade.
É muito fácil vivermos os ensinamentos legados por Jesus dentro dos templos religiosos que frequentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem.
Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil sermos brandos e pacíficos. Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.
É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem. Que não nos agrada enchermos o veículo de papéis e mais papéis, mas que culpa têm esses garotos que os entregam para ganhar uns trocados?
Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo: Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse. É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.
Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais e, por conseguinte, estaremos agindo como verdadeiros cristãos.
* * *
Os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores.
É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a Terra.
A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os Espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la. Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução.
É assim que se expressa a Justiça Divina. A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia. Todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.
Redação do Momento Espírita com base no
cap IX, item 4, de O evangelho segundo o
espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 05.04.2010.

domingo, 28 de agosto de 2011

Questão de Escolha


 

Procure um delinquente e encontrará muitos malfeitores. É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também.
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Busque identificar uma falta e achará inúmeras. Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios.
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Tente situar um espinho e vários virão ao seu encontro. Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se.
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Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos. Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada.
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Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho. Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra a mal.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
* * * Estude Kardec * * *

sábado, 27 de agosto de 2011

PRECE DA GRATIDÃO






Senhor Jesus! pela benção
De Tua doutrina santa
Que nos apóia e levanta
Para o Reino de Amor,
Pela paz que nos ofertas,
Pela esperança divina
Que nos conforta e ilumina,
Bendito sejas, Senhor!

Pela carícia do lar,
– Doce templo de carinho
– Que nos concedes por ninho,
Céu na Terra campo em flor.
Pelo aconchego suave
Da feição que nos aquece,
Pelo consolo da prece,
Bendito sejas, Senhor!...

Pelo tesouro sublime
De graças da natureza,
Pela serena beleza
Do mar, do jardim, da cor,
Pela fonte que entretece
Poemas de melodia;
Pelo pão de cada dia,
Bendito sejas, Senhor!

Em tudo o que nos reserves
À luz de cada momento,
O nosso agradecimento
por tudo, seja o que for...
Vivemos, Jesus Querido,
Na alegria de encontrar-Te,
Cantando por toda parte,
Bendito sejas, Senhor!...




Pelo Espírito João de Deus - Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CARIDADE

 

Nos caminhos claros da inteligência, muitas vezes as rosas da alegria incompleta produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita alegria.
Onde a mão da caridade não passou, no campo da vida, as pedras e a erva daninha alimentam o deserto; e, enquanto não atinge o cérebro, elevando-se do sentimento ao raciocínio, a ciência é simples cálculo que a maldade inclina à destruição.
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indubitavelmente, a fé improvisa revolucionários, a instrução erige doutores, a técnica forma especialistas e a própria educação, venerável em seus fundamentos, burila gentilhomens para as manifestações do respeito recíproco e da solidariedade comum. Só a caridade, porém, edifica os apóstolos do bem que regeneram o mundo e lhe santificam os destinos.
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A investigação e a cultura erguerão universidades e academias, onde o pensamento se entronize vitorioso; entretanto, somente a caridade possui as chaves do coração humano para fazer a vida melhor.
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Cristãos abnegados da era nova, uni-vos sob o estandarte da divina virtude! Não convertais o tesouro do Céu em motivo para indagações ociosas quando, ao redor de vossos passos, se agita a multidão atormentada. Muitiplicai o pão da crença e do reconforto, à frente da turba aflita e esfaimada, porque o Senhor vos renovará os dons de auxiliar, toda vez que o cântaro de vosso esforço trouxer aos mananciais de cima o sublime sinal da caridade benfeitora. Estudai e meditai, monumentalizando as obras de benemerência pública e ensinando a verdade imperecível com que a Nova Revelação vos enriquece, mas não vos esqueçais de instalar no peito um coração fraterno e compadecido.
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Instituições materiais primorosas, sem o selo íntimo da caridade, são frutos admiráveis sem sementes. Sem a compreensão, filha da piedade generosa e construtiva, nossa organização doutrinal seria um palácio em trevas.
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Iluminemos a luta em torno, clareando a vida por dentro.
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Aspiremos ao paraíso, cooperando para que o bem alcance toda a Terra.
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Fora de Deus não há vida e fora da caridade, que é o Divino Amor, não há redenção.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito Thereza. Araras, SP: IDE. 1978.

* * * Estude Kardec * * *

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MOVIMENTO ESPÍRITA ALAGOANO





Elô Baêta

repórter


O Movimento Espírita Alagoano teve acesso a um conteúdo inédito no último fim de semana. Visão organizacional e questões legais que envolvem a fundação e o funcionamento das organizações religiosas brasileiras foi o tema central do “Seminário Gestão Administrativa e Jurídica da Casa Espírita”.

O evento, realizado nos últimos dias 20 e 21, no auditório da Escola Técnica de Saúde da Uncisal, trouxe pela primeira vez a Maceió o assessor jurídico da Federação Espírita Brasileira (FEB), Ricardo Silva.

Nos dois dias do evento, os participantes tiveram a oportunidade não só de adquirir conhecimentos mais aprofundados sobre as leis atuais vigentes no País, como de interagir com o palestrante sobre a necessidade de cumprimento das obrigações constitucionais para o perfeito funcionamento das instituições espíritas.

O assessor Jurídico da FEB ressaltou a importância dessa discussão, que vem sendo realizada em federativas de todo o País: “A partir de mudanças ocorridas no Código Civil Brasileiro, em 2002, sentimos a necessidade de levar esses conhecimentos jurídicos aos espíritas de todo o Brasil. Nos últimos oito anos, já realizamos mais de vinte seminários em vários estados do País, levando aos dirigentes das Casas essa base constitucional, essencial à construção dos seus estatutos”.

Unificação


Segundo Marcina Barros, o Seminário Gestão Administrativa e Jurídica da Casa Espírita – realizado pela Coordenadoria de Integração Federativa da Feeal, em parceria com o 2º Conselho Regional Espírita – foi uma excelente oportunidade de apresentar aos alagoanos instrumentos indispensáveis ao cumprimento dos seus deveres civis: “O seminário é uma forma de chegarmos mais perto dos dirigentes e alertá-los de que precisam estar atentos não só às questões doutrinárias, mas também às de ordem jurídico-administrativa. É necessário que nos unamos para podermos nos unificar”.

“Todos os Centros precisam ajustar os seus estatutos à Legislação Civil Brasileira, assim como cumprir com as suas obrigações legais. Também precisam saber lidar melhor com os trabalhos sociais que realizam, bem como com os funcionários da casa e seus voluntários. Há Casas bem antigas, fundadas há décadas, que estão com seus estatutos defasados em relação à legislação atual.”, destacou a coordenadora.

Assim como a Associação Espírita José Eusébio, no bairro do Jaraguá, com 83 anos de funcionamento, que necessita implementar mudanças no seu estatuto, como afirma o seu vice-presidente Jarbas Cabral. “Foi um excelente momento para reavaliarmos o nosso estatuto e a forma como estamos conduzindo a nossa Casa, podendo assim implementar as mudanças necessárias. Nossa proposta é que, em novembro, já estejamos com o nosso estatuto revisado e adequado ao cenário jurídico atual”, disse Jarbas, que também é presidente do Conselho Federativo Estadual Espírita e coordenador do 2º CRE.

AlagoasESPÍRITA

Comunicação Social e Cultura Espírita- Feeal