segunda-feira, 31 de maio de 2010

EM CASA



Ninguém foge à lei da reencarnação.

Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.

Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.

Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia, os exemplos menos felizes.

Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice amargo da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.

Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à mingua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência.

Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos permanência no curso infatigável da tolerância.

Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão.

Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, afim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faz o melhor que possas.

Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para, os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam.

A humildade é chave de nossa libertação.

E sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa, nos, alicerces invisíveis da luta em casa.

EMMANUEL

domingo, 30 de maio de 2010

A LÍNGUA



Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada - favorece o juízo.
Leviana - descortina a imprudência.
Alegre - espalha otimismo.
Triste - semeia desânimo.
Generosa - abre caminho à elevação.
Maledicente - cava despenhadeiros.
Gentil - provoca reconhecimento.
Atrevida - traz a perturbação.
Serena - produz calma.
Fervorosa - impõe a confiança.
Descrente - invoca a frieza.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Preces e Mensagens Espirituais.
Ditado pelo Espírito André Luiz

CONVITE






A Fraternidade Espírita Joanna de Ângelis, convida a todos a participar das comemorações dos seus 24 anos de fundação .

OBS: Entrada gratuita para os seminários e palestras.

FRATERNIDADE ESPÍRITA JOANNA DE ÂNGELIS
Av. Gustavo Paiva, 4291, Mangabeiras, Fone: 82 3235-3447

sexta-feira, 28 de maio de 2010

BEM-AVENTURADOS...OS AFLITOS



Autor
Emmanuel


Problema intrincado.
Muitos companheiros disseram isso, no impedimento que te aborrece.
No entanto, o Sublime Orientador te situou, à frente dele, para que lhe descubras a solução.

Serviço impraticável.
Outros proclamaram semelhante afirmativa, referindo-se ao encargo que te pesa nos ombros.
O Senhor, porém, te chamou a executá-lo, ciente da tua capacidade e da tua força.

Tentação invencível.
Vozes diferentes formularam a mesma observação, na crise interior que escalda o pensamento.
Todavia, o Eterno Amigo te permite experimentá-la para que lhe extingas o magnetismo calamitoso.

Parente difícil.
Opinião idêntica foi lançada por afeiçoados diversos, diante do coração querido que te incomoda no lar.
Entretanto, o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que o ampares, na provação que lhe agrava a existência.

Companheiro obsediado.
Conceituação análoga está sendo mantida por muita gente, perante o amigo que te propele a constantes desgostos.
O Mentor Infalível, contudo, te envolveu na luta, que desgasta o companheiro em perturbação, para que lhe sustentes a reabilitação.

Todas as dificuldades no mundo, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem lição e trabalho simultâneos a que nos convida o Divino Semeador, para que se intensifiquem na Terra a seara da libertação de todos os valores do espírito.
Bem aventurados os aflitos - disse Jesus.
Os aflitos bem aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ONDE HOUVER ÓDIO...



Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Incrível é o poder que tem o antiamor, essa hidra a que chamamos ódio.
Começando por desnutrir e desmantelar o cerne do seu portador, segue, mundo afora, espargindo seus miasmas e se multiplicando no seio de muitas vidas, tornando amarga a vivência.
O indivíduo odiento, relativamente aos que o rodeiam, é alguém que se acha encharcado pelo mesmo ódio que destila.
É alguém que odeia a si mesmo, e que, por isso adoece.
Assim, se desejamos erradicar o ódio do mundo, o primeiro lugar onde devemos tratá-lo, atendê-lo, é dentro de nós mesmos.
Todas as ações odientas que vemos gritando pelo mundo, fazendo vítimas, causando dor e revolta, têm seu início no íntimo enfermo do ser humano.
É o auto-ódio que precisa ser tratado.
O ódio contra si mesmo é a maior tragédia da mente humana.
O perfeccionismo exagerado, que penaliza seu portador, quando não alcança os resultados almejados, é manifestação de auto-ódio.
Os insucessos devem ser estímulo para acertar numa próxima vez e nunca razão de autoflagelo ou decepção profunda consigo mesmo.
Quem se odeia avança para o fim sem cerimônia, seja o fim da saúde, da alegria, do sossego ou o fim da família, dos amigos, da vida, ao cabo de tudo.
Adere aos vícios de difícil erradicação, justificando não poder abandoná-los, escusando-se de fazer mínimos esforços para isso.
O ser que se detesta, imprime em tudo o que faz o selo da negatividade, complicando o que poderia ser simples.
Assim, é preciso parar tudo e cultivar o seu oposto: o autoamor.
Quando Francisco de Assis apresenta a proposta do Onde houver ódio, que eu leve o amor, ele não se refere apenas ao ódio de fora, exterior.
Sabia muito bem, quando se colocou como instrumento da paz que os maiores inimigos do homem estão em sua intimidade.
Desta forma, amar a si mesmo é salvar o mundo.
O amor a si mesmo faz com que desejemos aprender para sermos úteis; faz com que trabalhemos para progredir.
O amor a si mesmo está no perdão concedido, que evita que carreguemos os dejetos prejudiciais da mágoa, do rancor, no coração.
O amor a si mesmo está em preservarmo-nos dos vícios, dos excessos.
Está em cuidar do corpo, sem exageros, e cuidar também da alma, dos pensamentos; do que lemos, assistimos, conversamos.
O amor a si mesmo está longe de ser esta paixão doentia, representada muito bem pela figura mítica de Narciso, que o impediu de pensar em qualquer outra coisa além de sua própria imagem.
É um amor maduro, que faz com que saibamos quem somos, que conheçamos nosso potencial, nosso valor; que saibamos de nossas imperfeições, mas que não nos deixemos assustar ou paralisar por elas; que nos demos novas chances, com alegria, tendo sempre em mente que nosso destino, como Espíritos imortais, será sempre a felicidade.
Redação do Momento Espírita.
Em 26.05.2010.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

SORRISO II




Onde estiveres, seja onde for, não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.

Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.

Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.

Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.

Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.

No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.

No mundo, é chamamento de simpatia.

Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida.

Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.

Não te roga o desesperado a solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.

E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.

Não te perturbem as criaturas que se arrojam aos precipícios da violência e do crime. Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.

Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.

Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.


Livro: Sentinelas da Alma. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Cada Manhã


Emmanuel
Cada manhã, volves ao corpo que te suporta a intemperança e recebes a bênção do sol que te convida ao trabalho, a palavra do amigo que te induz à esperança, o apoio constante da Natureza, o reencontro com os desafetos para que aprendas a convertê-los em laços de beleza e harmonia e, sobretudo, a graça de lutar por teu próprio aprimoramento, a fim de que o tempo te erga à vitória do Bem.
Desencorajar leve impulso do Bem é o mesmo que sufocar a semente que, divina e multiplicada, será, no caminho, a base de nosso pão.

Chora, mas constrói o melhor ao teu alcance.
Sofre, mas adianta-te no caminho.

Todos somos parcelas de imensa legião de trabalhadores em nome do Cristo, com o dever de cooperar incessantemente para que a harmonia e a felicidade se ergam na Terra, a benefício de todas as criaturas.

Ainda sim, no contexto geral das atividades, às vezes de sacrifício a que somos chamados, é indispensável compreender que podes e deves conquistar a tua própria paz, e que a tua própria paz depende, exclusivamente, de ti.

Entretanto, existe a âncora que resiste a todas as ventanias da adversidade. Resguardando-te nessa defesa, não há desequilíbrio que te arraste fora do lugar e do dever que te competem.
Apega-te essa âncora e não temas, porque essa amarra bendita ao alcance de todos é, claramente, Jesus Cristo.
Por mais sofras, guarda a fé em Deus e segue adiante, no caminho que a vida te deu a trilhar.

A própria Natureza é um livro de confiança na Providência Divina.
(Do livro "Caminho Iluminado", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A LUZ DA PAZ



E andei pelo mundo, procurando a luz da paz.

Fui à Grécia, admirando o Partenon e lugares outros em que pontificaram sábios da antiguidade; dirigi-me a Roma, onde me acomodei nas escadas do Coliseu, refletindo nos cristãos perseguidos;

Viajei a Índia, onde partilhei as orações dos crentes que se banhavam nas águas do Ganges, em Benarés;

Segui para o Egito, maravilhando-me à frente das Pirâmides que imortalizam a pompa dos faraós;

Transitei pelas ruas de Meca e orei com os muçulmanos, entre as recordações do iluminado profeta do Islã;

Busquei Paris e conheci a Torre Eiffel, orgulho da França;

Visitei o Palácio de Versalhes, moradia de reis e fidalgos ilustres; encaminhei-me para Londres, encantando-me ali com a severa nobreza do Castelo da Torre;

Na Espanha, conheci o Escurial, nos arredores de Madri, cheguei a Granada e entrei no castelo do rei Broabdil que encerrou, naquele País, o domínio dos Árabes e voltei-me a Barcelona, onde admirei a fortaleza de Monjnich;

Apreciei a riqueza artística dos Jerôninos e usufrui as amenidades de Sintra, em Portugal;

Fui à Nova York onde expressei o meu respeito pela inteligência humana, diante dos arranha-céus que lhe assinalam a grandeza;

Caminhei através de todas as grandes cidades das Três Américas, mas não encontrei a luz da paz.

Saudoso do lar regressei a nossa casa em Vila Nova Conceição, em São Paulo.

Era noite e minha mãe lia o Evangelho. Abracei-a emocionado e li o texto exposto. Era a parábola do Bom Samaritano.

As palavras falavam em letras que me ficaram na memória:

- “Então, um doutor da lei, perguntou abeirando-se do Divino Mestre”:

- Senhor, que deverei fazer para possuir a vida eterna?

O Cristo sorriu e considerou:

- O que está escrito na Lei, o que lês nela?

O homem acentuou:

- Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, com as tuas forças de espírito e ao teu próximo como a ti mesmo.

Entretanto o Doutor da lei ainda inquiriu pra o tentar:

- Senhor, e quem é o meu próximo?

Jesus, explicou, usando brandura e paciência:

- Um homem que se dirigia de Jerusalém para Jericó saiu em poder dos salteadores que o despojaram, cobriam-no de ferimentos, deixaram-no semimorto.

Um sacerdote, que passou perto da vitima, estugou o passo e seguiu para frente, negando-lhe atenção.

Logo após, um levita passou pelo mesmo lugar, mas não se interessou pelo ferido, seguindo adiante.

Mas um samaritano, que viajava, comoveu-se ao ver o homem caído, desceu do animal e, aproximando-se do desconhecido, dirigiu-lhe palavras de conforto, balsamizou-lhe as feridas e colocando-o sobre o animal, levou-o à hospedaria onde lhe ofereceu abrigo e segurança.

Jesus fez a pequena pausa e interrogou:

- A seu ver, qual dos três era o próximo do infeliz?

O doutor respondeu:

- Aquele que usou de misericórdia para com ele.

Num gesto simples, o Cristo lhe observou:

- Então, vai e faze tu o mesmo.”

Chegados ao término da leitura, um telefone tilintou.

Minha mãe foi atender e compreendi para logo o que se passava.

Uma senhora jazia em estado grave e a amiga que suscitara a chamada pelo fio comunicou que o doente pedia o socorro de uma prece.

Minha mãe não teve duvidas.

Chamando o Papai Raul e dando-lhe ciência do problema, ambos, logo após, tomaram o carro na direção indicada.

Segui junto deles e pude ver a doente que se aproximava da agonia

Minha mãe e outras senhoras pediram a Misericórdia de Deus para a enferma e, embora se afastassem, entendi que o meu dever era permanecer ali na tarefa do auxilio.

Junto de Benfeitores que ali se mantinham, trabalhei todo à noite no aposento simples.

O dia amanheceu com melhoras positivas para a doente e, conquanto me sentisse cansado, reconheci que uma alegria diferente me nascia no coração.

Chorando de felicidade, reconhecia, por fim, que eu, que me decidira a transitar pela terra, procurando o dom sublime, encontrara-o ali, no gesto de minha mãe ao lado de meu pai Raul, compreendendo que o amor ao próximo que Jesus nos legou, sentido e praticado devidamente, é a única força que realmente nos concede a luz da paz por dentro do coração.



pelo Espírito Augusto Cezar - Do livro: Presença de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier.

O PENSAMENTO



O que se pensa sempre responde pelo clima emocional onde se vive. Mede-se, pois, a psicosfera de alguém pela incidência freqüente do seu pensamento, no que elege.

A inteireza moral é uma defesa para qualquer tipo de agressão, difícil de atingida;

a conduta digna irradia forças contrárias às investidas perniciosas;

o hábito da prece e da mentalização edificante aureola o ser de força repelente que dilui as energias de baixo teor vibratório;

a prática do bem fortalece os centros vitais do perispírito que rechaça, mediante a exteriorização de suas moléculas, qualquer petardo portador de carga danosa;

o conhecimento das leis da Vida reveste o homem de paz, levando-o a pensar nas questões superiores sem campo de sintonia para com as ondas carregadas de paixão e vulgaridade.



pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Do livro: Loucura e Obsessão, Médium: Divaldo Pereira Franco.

sábado, 22 de maio de 2010

A DISCRIÇÃO



Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade.
A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas, normalmente substituída pela insensatez, pela leviandade.
Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas, que inspiram confiança, favorecendo a tranqüilidade.
Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem.