sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPERANÇA





"Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para
que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança."
- PAULO. (ROMANOS, 15:4.)

A esperança é a luz do cristão.

Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.

Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.

A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.

A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.

A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.

Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.

Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim..."

Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Capítulo 75. Rio de Janeiro, RJ: FEB.


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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Adolescente e o Problemas das Drogas






Entre os impedimentos para a auto-identificação, no período da adolescência, destaca-se a rejeição.

Caracterizado pelo abandono a que se sente relegado o jovem no lar, esse estigma o acompanha na escola, no grupo social, em toda parte, tornando-o tão amargurado quão infeliz.

Sentindo-se impossibilitado de auto-realizar-se, o adolescente, que vem de uma infância de desprezo, foge para dentro de si, rebelando-se contra a vida, que é a projeção inconsciente da família desestruturada, contra todos, o que é uma verdadeira desdita. Daí ao desequilíbrio, na desarmonia psicológica em que se encontra, é um passo.

Os exemplos domésticos, decorrentes de pais que se habituaram a usar medicamentos sob qualquer pretexto, especialmente Valium e Librium, como buscas de equilíbrio, de repouso, oferecem aos filhos estímulos negativos de resistência para enfrentar desafios e dificuldades de toda a natureza. Demonstrando incapacidade para suportar esses problemas sem a ajuda de químicos ingeridos os, abrem espaço na mente da prole, para que, ante dificuldades, fuja para os recantos da cultura das drogas que permanece em voga.

Por outro lado, a exuberante propaganda, a respeito dos indivíduos que vivem buscando remédios para quaisquer pequenos achaques, sem o menor esforço para vencê-los através dos recursos mentais e atividades diferenciadas, produz estímulos nas mentes jovens para que façam o mesmo, e se utilizem de outro tipo de drogas, aquelas que se transformaram em epidemia que avassala a sociedade e a ameaça de violência e loucura.

O alcoolismo desenfreado, sob disfarce de bebidas sociais, levando os indivíduos a estados degenerativos, a perturbações de vária ordem, torna-se fator predisponente para as famílias seguirem o mesmo exemplo, particularmente os filhos, sem estrutura de comportamento saudável.

O tabagismo destruidor, inveterado, responde pelas enfermidades graves do aparelho respiratório, criando dependência irrefreável, transformando-se em estímulo nas mentes juvenis para a usança de tais bengalas psicológicas, que são porta de acesso a outras substâncias químicas mais perturbadoras.

A utilização da maconha, sob a justificativa de não ser aditiva, apresentada como de conseqüências suaves e sem perigo de maiores prejuízos, com muita propriedade também denominada erva do diabo, cria, no organismo, estados de dependência, que facultarão a utilização de outras substâncias mais pesadas, que dão acesso à loucura, ao crime, em desesperadas deserções da realidade, na busca de alívio para a pressão angustiante e devoradora da paz.

Todas essas drogas tornam-se convites-soluções para os jovens desequipados de discernimento, que se lhes entregam inermes, tombando, quase irremissivelmente, nos seus vapores venenosos e destruidores, que só a muito custo conseguem superar, após exaustivos tratamentos e esforço hercúleo.

Os conflitos, de qualquer natureza, constituem os motivos de apresentação falsa para que o indivíduo se atire ao uso e abuso de substâncias perturbadoras, hoje ampliadas com os barbitúricos, a heroína, a cocaína, o crack e outros opiáceos.

E não faltam conflitos na criatura humana, principalmente no jovem que, além dos fatores de perturbação referidos, sofre a pressão dos companheiros e dos traficantes -que se encontram nos seus grupos sociais com o fim de os aliciar; a rebelião contra os pais, como forma de vingança e de liberdade; a fuga das pressões da vida, que lhe parece insuportável; o distúrbio emocional, entre os quais se destacam os de natureza sexual...

A educação no lar e na escola constitui o valioso recurso psicoterapêutico preventivo em relação a todos os tipos de drogas e substâncias aditivas, desvios comportamentais e sociais, bengalas psicológicas e outros derivativos.

A estruturação psicológica do ser é-lhe o recurso de segurança para o enfrentamento de todos os problemas que constituem a existência terrena, realizando-se em plenitude, na busca dos objetivos essenciais da vida e aqueloutros que são conseqüências dos primeiros.

Quando se está desperto para as finalidades existenciais que conduzem à auto-realização, à auto-identificação, todos os problemas são enfrentados com naturalidade e paz, porquanto ninguém amadurece psicologicamente sem as lutas que fortalecem os valores aceitos e propõem novas metas a conquistar.

Os mecanismos de fuga pelas drogas, normalmente produzem esquecimento, fugas temporárias ou sentimento de maior apreciação da simples beleza do mundo, o que é de duração efêmera, deixando pesadas marcas na emoção e na conduta, no psiquismo e no soma, fazendo desmoronar todas as construções da fantasia e do desequilíbrio.

É indispensável oferecer ao jovem valores que resistam aos desafios do cotidiano, preparando-o para os saudáveis relacionamentos sociais, evitando que permaneça em isolamento que o empurrará para as fugas, quase sem volta, do uso das drogas de todo tipo, pois que essas fugas são viagens para lugar nenhum.

Sempre se desperta desse pesadelo com mais cansaço, mais tédio, mais amargura e saudade do que se haja experimentado, buscando-se retomar a qualquer preço, destruindo a vida sob os aspectos mais variados

Por fim, deve-se considerar que a facilidade com que o jovem adquire a droga que lhe aprouver, tal a abundância que se lhe encontra ao alcance, constitui-lhe provocação e estímulo, com o objetivo de fazer a própria avaliação de resultados pela experiência pessoal. Como se, para conhecer-se a gravidade, o perigo de qualquer enfermidade, fosse necessário sofrê-la, buscando-lhe a contaminação e deixando-se infectar.

A curiosidade que elege determinados comportamentos desequilibradores já é sintoma de surgimento da distonia psicológica, que deve ser corrigida no começo, a fim de que se seja poupado de maiores conflitos ou de viagens assinaladas por perturbações de vária ordem.

Em todo esse conflito e fuga pelas drogas, o amor desempenha papel fundamental, seja no lar, na escola, no grupo social, no trabalho, em toda parte, para evitar ou corrigir o seu uso e o comprometimento negativo.

O amor possui o miraculoso condão de dar segurança e resistência a todos os indivíduos, particularmente os jovens, que mais necessitam de atenção, de orientação e de assistência emocional com naturalidade e ternura.

Diante, portanto, do desafio das drogas, a terapia do amor, ao lado das demais especializadas, constitui recurso de urgência, que não deve ser postergado a pretexto algum, sob pena de agravar-se o problema, tornando-se irreversível e de efeitos destruidores.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Adolescência e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.


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terça-feira, 19 de outubro de 2010

ORAÇÃO DIANTE DO TEMPO





Deus da Eterna Bondade!
Perante a evolução que avança, de hora a hora.
Não nos deixes gastar o tempo em vão...
Resguarda-nos o passo, onde estivermos;
Ajuda-nos, Senhor, e ensina-nos agora
A entregar-te em serviço o próprio coração.

Colocaste no Espaço indômito e profundo,
O dínamo do Sol equilibrando o mundo,
Divino gerador de energia a brilhar!
Em ti, a fonte verte a render-se, de todo,
E extinguindo o deserto ou desfazendo o lodo,
Organiza, onde esteja, a formação do lar.

Em ti a Terra, em tudo, nos aceita
Por mãe que se consagra à ternura perfeita,
No exercício do bem...
Deste à árvore o dom de viver para o homem,
Sem qualquer recompensa às lutas que a consomem
Para dar-se e servir sem perguntar a quem...

A rocha, em ti na fé que não se cansa,
Garante em todo o vale a segurança
Para que o solo vibre em fruto e flor;
E o mar, em teu poder, que o ajusta e harmoniza
Ao fragor da tormenta ou seja à paz da brisa,
Vive de renovar e recompor...

A marca que puseste em toda a natureza,
É a bondade celeste em jorros de beleza,
Amor que ao teu amor excelso nos conduz;
Da nuvem abismal à estrela augusta e bela,
Em toda parte, a vida te revela
A presença de luz.

Deus da Eterna Bondade
Perante a evolução que avança, hora por hora,
Não nos deixes gastar o tempo em vão...
Resguarda-nos o passo, onde estivermos;
Ajuda-nos, Senhor, e ensina-nos agora
A entregar-te, em serviço, o próprio coração.





pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Caminhos de Volta, Médium: Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O LIVRO ESPÍRITA



O livro espírita é luz - clareia o nosso entendimento.

O livro espírita é bússola - norteia os nossos passos.

O livro espírita é pão - alimenta a nossa fé.

O livro espírita é remédio - balsamiza as nossas dores.

O livro espírita é fonte de água pura - sacia a nossa sede.

O livro espírita é sempre o nosso melhor amigo nos caminhos da elevação.

Adquiri-lo é importante.

Lê-lo é imprescindível.

Estudá-lo é sabedoria.

Divulgá-lo é dever.

Agradeçamos a Deus pela bênção do livro genuinamente espírita, em cujas páginas luminescentes encontramos o Pensamento Vivo dos Espíritos Superiores que ditaram a Codificação a Allan Kardec, na revivescência do Evangelho de Jesus.



Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A. Da obra: Confia e Serve. Ditado pelo Espírito Albino Teixeira. IDE.


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domingo, 17 de outubro de 2010

AGENDA ESPÍRITA

DAR




Com Jesus, o Mestre do Bom Exemplo, dar é associar várias qualidades de espírito que, em conjunto, compõem a caridade.


Por isso, na ação de dar, observa os dez mais expressivos estados d'alma:

Gentileza - dá sem humilhar quem recebe.
Humildade - dá disfarçando o gesto de dar.
Compaixão - dá sem salientar a deficiência do próximo, mas sim a exalçar-lhe a boa parte.
Discrição - dá sem alarde e ostentação.
Indulgência - dá sem pensar em ingratidão.
Alegria - dá com aprazimento e simpatia.
Fraternidade - dá sem preferências.
Condescendência - dá sem a preocupação de que beneficia falsos necessitados.
Desinteresse - dá sem segundas intenções.
Disciplina - dá cultivando o hábito de dar.


Lembra-te de que todos somos irmãos. Os milhões de estrelas não dissipam as trevas da noite; mas o Sol, por mais próximo de nós, acende e garante o esplendor do dia...

Ajuda àquele que te partilha a marcha, o teu próximo mais próximo, aqui, hoje e sempre.

Projeto: Lições de Vida
Tema: Dar
Extrato do Livro: Sol nas Almas
Autor: André Luiz
Médium: Waldo Vieira

Fora da Caridade não há salvação!

MENSAGEM ENVIADA :
Tullius Aguiar- ALUNO DO CIDE- AEJE

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O CRISTO OPERANTE



Porque aquele que operou
eficazmente em Pedro para o apostolado
da circuncisão, esse operou também em
mim com eficácia para com os gentios”.
– Paulo (GÁLATAS, 2:8).

A vaidade humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do bem.

Dentro de todas as linhas de evolução terrestre, entre santuários e academias, movimentam-se os adventícios inquietos, os falsos crentes e os fanáticos infelizes que acendem a fogueira da opinião e sustentam-na. Entre eles, todavia, surgem os homens da fé viva, que se convertem nos sagrados veículos do Cristo operante.

Simão Pedro centralizou todos os trabalhos do Evangelho nascente, reajustando aspirações do povo escolhido.

Paulo de Tarso foi poderoso ímã para a renovação da gentilidade.

Através de ambos expressava-se o mesmo Mestre, com um só objetivo – o aperfeiçoamento do homem para o Reino Divino.

É tempo de reconhecer-se a luz dessas eternas verdades.

Jesus permanece trabalhando e sua bondade infinita se revela em todos os setores em que o amor esteja erguido à conta de supremo ideal.

Ninguém se prenda ao domínio das queixas injustas, encarando os discípulos sinceros e devotados por detentores de privilégios divino. Cada aprendiz se esforce por criar no coração a atmosfera propícia às manifestações do Senhor e de seus emissários. Trabalha, estuda, serve e ajuda sempre, em busca das esferas superiores, e sentirás o Cristo operante ao teu lado, nas relações de cada dia.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Lição 35. Rio de Janeiro, RJ: FEB.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O JUGO LEVE




Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei."

Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Seu jugo é a observância dessa lei; mas, esse jugo é leve e a lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade.



Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira.


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