quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Óbolo da Viúva

 

Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. - Nisso, veio também uma pobre que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. - Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; - por isso que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (SÃO MARCOS, cap. XII, vv. 41 a 44. - S. LUCAS, cap. XXI. vv. 1 a 4.).
Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que desejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. E sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto? Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos. Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos? Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nº 294 e nº 295.).
Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer idéia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma. Grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa. Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforç o útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

SETEMBRO


MÁXIMAS DE CHICO XAVIER


MÁXIMAS DE CHICO XAVIER

‎1 - A Verdade é inegociável.
2- Eu não trabalho para os espíritas e nem para os espíritos: eu trabalho para Jesus Cristo!
3- Muitos espíritas acham que Jesus só cuida deles... Ele cuida da Humanidade inteira!
4 - O espírita pensa muito pequeno.
5- A mediunidade não evolui como uma pedra que se rola montanha abaixo, mas sim como uma pedra que se rola montanha acima.
6- Motivos para chorar eu tenho de sobra, como qualquer pessoa, mas eu não posso ficar sentado, esperando que alguém se compadeça e venha me trazer um lenço... Não é isto o que a Doutrina nos ensina.
‎7- O espírita que não se preocupa com a sua renovação íntima ainda não compreendeu a essência do Espiritismo.

8- Quando alguém me anuncia como sendo o famoso Chico Xavier, eu tenho vontade de sumir.
9- Se os espíritas não a estragarem, o Espiritismo é uma doutrina muito promissora... Mas, sinceramente, eu tenho medo. Olhem o que ocorreu com o Cristianismo!
10- Se tirarem Jesus do Espiritismo, eu não fico nele nem um minuto a mais, e quem ficar que faça bom proveito.

  • ‎11- Emmanuel, um dia, me disse que eu me preparasse para receber mensagem de um dos Apóstolos... Ele me avisou que, dentre outras coisas, eu precisaria ficar sem comer carne e me isolar por vários dias. Então, eu agradeci e respondi que ficava muito satisfeito com as mensagens que ele pudesse escrever por meu intermédio.
    12- Eu não entendo Espiritismo sem trabalho constante na caridade.
    13- No médi...um vaidoso, a vaidade é como se fosse uma chaga inoculada numa estrela – que é a mediunidade!
    14- No médium vaidoso, a mediunidade é um problemão, porque ele não sabe o que está arranjando para o futuro. Melhor que deixasse a mediunidade e ficasse só com a vaidade...
    15- Certa vez, um repórter me perguntou o que eu ganhava com a mediunidade. Respondi a ele: uma surra por dia!..

‎16- Já me roubaram um livro inteiro dentro da minha casa... Quando me preparava para entregá-lo a Editora, o espírito de Emmanuel falou comigo: - Chico, este livro não pode ser publicado, porque foi copiado... Daí a uns dois meses, apareceu um livro com todos os temas que Emmanuel havia escrito por meu intermédio.
17- A pessoa não precisa fazer nada contra quem esteja fazendo mal a ela... A sentença já está lavrada e o choque de retorno haverá de ser muito duro!...
18- Todos aqueles que me perseguiram, e já desencarnaram, se viram tão enrolados depois da morte que não apareceram mais.
‎19- Um amigo me fez a seguinte pergunta: - Chico, você ora pelos seus adversários? – Oro, sim – respondi a ele –, para ver se eles me batem menos, porque sem apanhar de tudo eu sei que não posso ficar.

20- Achei engraçado uma senhora que veio nos visitar e me disse: - Chico, me deixa tocar você para ver se você é de verdade... Eu penso que ela imaginava que eu não fosse feito de carne e osso!...

‎21- Os intelectuais espíritas me cansam!
22- Eu gosto de conversar sobre Doutrina, mas tem gente que quer todas as respostas prontas e acham que, na condição de médium, eu tenho a obrigação de lhes dar todas elas.
23 - Quando eu me queixei ao Dr. Bezerra de Menezes de minhas doenças, que sempre foram muitas, ele me disse: - O médium carregado de doenças é um médium multivacinado contra a obsessão!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 9 de agosto de 2011.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

BRANDURA



Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma Lei.
Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes.
Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.
Prova disso é o nosso comportamento diário diante de situações e pessoas.
Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos ao sinal fechado.
Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica: Já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim.
De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da ideia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade. Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora, que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.
Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.
É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente. Isso é muito bom. O que nos falta é imprimir nos atos os Seus ensinamentos.
Para que o Cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo. Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para Ele em nossa intimidade.
É muito fácil vivermos os ensinamentos legados por Jesus dentro dos templos religiosos que frequentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem.
Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil sermos brandos e pacíficos. Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.
É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem. Que não nos agrada enchermos o veículo de papéis e mais papéis, mas que culpa têm esses garotos que os entregam para ganhar uns trocados?
Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo: Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse. É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.
Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais e, por conseguinte, estaremos agindo como verdadeiros cristãos.
* * *
Os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores.
É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a Terra.
A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os Espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la. Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução.
É assim que se expressa a Justiça Divina. A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia. Todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.
Redação do Momento Espírita com base no
cap IX, item 4, de O evangelho segundo o
espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 05.04.2010.

domingo, 28 de agosto de 2011

Questão de Escolha


 

Procure um delinquente e encontrará muitos malfeitores. É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também.
*
Busque identificar uma falta e achará inúmeras. Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios.
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Tente situar um espinho e vários virão ao seu encontro. Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se.
*
Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos. Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada.
*
Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho. Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra a mal.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
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sábado, 27 de agosto de 2011

PRECE DA GRATIDÃO






Senhor Jesus! pela benção
De Tua doutrina santa
Que nos apóia e levanta
Para o Reino de Amor,
Pela paz que nos ofertas,
Pela esperança divina
Que nos conforta e ilumina,
Bendito sejas, Senhor!

Pela carícia do lar,
– Doce templo de carinho
– Que nos concedes por ninho,
Céu na Terra campo em flor.
Pelo aconchego suave
Da feição que nos aquece,
Pelo consolo da prece,
Bendito sejas, Senhor!...

Pelo tesouro sublime
De graças da natureza,
Pela serena beleza
Do mar, do jardim, da cor,
Pela fonte que entretece
Poemas de melodia;
Pelo pão de cada dia,
Bendito sejas, Senhor!

Em tudo o que nos reserves
À luz de cada momento,
O nosso agradecimento
por tudo, seja o que for...
Vivemos, Jesus Querido,
Na alegria de encontrar-Te,
Cantando por toda parte,
Bendito sejas, Senhor!...




Pelo Espírito João de Deus - Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CARIDADE

 

Nos caminhos claros da inteligência, muitas vezes as rosas da alegria incompleta produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita alegria.
Onde a mão da caridade não passou, no campo da vida, as pedras e a erva daninha alimentam o deserto; e, enquanto não atinge o cérebro, elevando-se do sentimento ao raciocínio, a ciência é simples cálculo que a maldade inclina à destruição.
*
indubitavelmente, a fé improvisa revolucionários, a instrução erige doutores, a técnica forma especialistas e a própria educação, venerável em seus fundamentos, burila gentilhomens para as manifestações do respeito recíproco e da solidariedade comum. Só a caridade, porém, edifica os apóstolos do bem que regeneram o mundo e lhe santificam os destinos.
*
A investigação e a cultura erguerão universidades e academias, onde o pensamento se entronize vitorioso; entretanto, somente a caridade possui as chaves do coração humano para fazer a vida melhor.
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Cristãos abnegados da era nova, uni-vos sob o estandarte da divina virtude! Não convertais o tesouro do Céu em motivo para indagações ociosas quando, ao redor de vossos passos, se agita a multidão atormentada. Muitiplicai o pão da crença e do reconforto, à frente da turba aflita e esfaimada, porque o Senhor vos renovará os dons de auxiliar, toda vez que o cântaro de vosso esforço trouxer aos mananciais de cima o sublime sinal da caridade benfeitora. Estudai e meditai, monumentalizando as obras de benemerência pública e ensinando a verdade imperecível com que a Nova Revelação vos enriquece, mas não vos esqueçais de instalar no peito um coração fraterno e compadecido.
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Instituições materiais primorosas, sem o selo íntimo da caridade, são frutos admiráveis sem sementes. Sem a compreensão, filha da piedade generosa e construtiva, nossa organização doutrinal seria um palácio em trevas.
*
Iluminemos a luta em torno, clareando a vida por dentro.
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Aspiremos ao paraíso, cooperando para que o bem alcance toda a Terra.
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Fora de Deus não há vida e fora da caridade, que é o Divino Amor, não há redenção.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito Thereza. Araras, SP: IDE. 1978.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MOVIMENTO ESPÍRITA ALAGOANO





Elô Baêta

repórter


O Movimento Espírita Alagoano teve acesso a um conteúdo inédito no último fim de semana. Visão organizacional e questões legais que envolvem a fundação e o funcionamento das organizações religiosas brasileiras foi o tema central do “Seminário Gestão Administrativa e Jurídica da Casa Espírita”.

O evento, realizado nos últimos dias 20 e 21, no auditório da Escola Técnica de Saúde da Uncisal, trouxe pela primeira vez a Maceió o assessor jurídico da Federação Espírita Brasileira (FEB), Ricardo Silva.

Nos dois dias do evento, os participantes tiveram a oportunidade não só de adquirir conhecimentos mais aprofundados sobre as leis atuais vigentes no País, como de interagir com o palestrante sobre a necessidade de cumprimento das obrigações constitucionais para o perfeito funcionamento das instituições espíritas.

O assessor Jurídico da FEB ressaltou a importância dessa discussão, que vem sendo realizada em federativas de todo o País: “A partir de mudanças ocorridas no Código Civil Brasileiro, em 2002, sentimos a necessidade de levar esses conhecimentos jurídicos aos espíritas de todo o Brasil. Nos últimos oito anos, já realizamos mais de vinte seminários em vários estados do País, levando aos dirigentes das Casas essa base constitucional, essencial à construção dos seus estatutos”.

Unificação


Segundo Marcina Barros, o Seminário Gestão Administrativa e Jurídica da Casa Espírita – realizado pela Coordenadoria de Integração Federativa da Feeal, em parceria com o 2º Conselho Regional Espírita – foi uma excelente oportunidade de apresentar aos alagoanos instrumentos indispensáveis ao cumprimento dos seus deveres civis: “O seminário é uma forma de chegarmos mais perto dos dirigentes e alertá-los de que precisam estar atentos não só às questões doutrinárias, mas também às de ordem jurídico-administrativa. É necessário que nos unamos para podermos nos unificar”.

“Todos os Centros precisam ajustar os seus estatutos à Legislação Civil Brasileira, assim como cumprir com as suas obrigações legais. Também precisam saber lidar melhor com os trabalhos sociais que realizam, bem como com os funcionários da casa e seus voluntários. Há Casas bem antigas, fundadas há décadas, que estão com seus estatutos defasados em relação à legislação atual.”, destacou a coordenadora.

Assim como a Associação Espírita José Eusébio, no bairro do Jaraguá, com 83 anos de funcionamento, que necessita implementar mudanças no seu estatuto, como afirma o seu vice-presidente Jarbas Cabral. “Foi um excelente momento para reavaliarmos o nosso estatuto e a forma como estamos conduzindo a nossa Casa, podendo assim implementar as mudanças necessárias. Nossa proposta é que, em novembro, já estejamos com o nosso estatuto revisado e adequado ao cenário jurídico atual”, disse Jarbas, que também é presidente do Conselho Federativo Estadual Espírita e coordenador do 2º CRE.

AlagoasESPÍRITA

Comunicação Social e Cultura Espírita- Feeal

VALEU A PENA?



Você, que é um homem de negócios, e se diz bem sucedido, está feliz com a vida que leva?

Se você sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a família, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, então você é alguém muito bem sucedido.

Todavia, se é daqueles que não trabalha para viver mas vive para trabalhar, chegará um dia em que você perguntará a si mesmo: Valeu a pena?

E chegará à conclusão de que não valeu a pena tanta correria, para ganhar dinheiro e não usufruir.

Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo.

Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.

Um dia, você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém para abraçar.

Vai ver que foi entrando numa roda viva, que não é mais dono do tempo que dizem que é seu, e que não pode gastá-lo com qualquer um.

Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda...

Perceberá que o seu patrimônio lhe exige tempo demais, e que acabou sendo possuído ao invés de possuir.

E, por mais que tente se livrar de tudo isso, é um escravo, embora invejado por muitos.

Vai ver que não valeu a pena passar vários anos sem férias, sem descanso.

Vai ver que não tem mais ilusões e a esperança anda com vontade de dormir...

Um dia você vai ver que passou pela vida e não viveu.

Freqüentou o mundo sem saber porquê, rodou, rodou, e não saiu do lugar...

Pensou que foi, mas ficou.

Teve tudo e não sentiu nada.

Um dia, você verá que o tempo escoa tão rápido como areia fina por entre seus dedos.

E, quando chegar esse momento, você vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.

Vai querer sorrir, amar, estar com a família, misturar-se com as crianças e estender a mão ao próximo.

Vai desejar o abraço da esposa, sempre relegada a segundo plano.

Vai querer sentir a mão do seu filho acariciando-lhe os cabelos...

Vai preferir uma pizza com a criançada em vez de um jantar de negócios.

Vai desejar ser dono das horas, tirar férias, curtir tudo o que gosta...

Mas, se você deixar isto para pensar só um dia... que nunca chega, talvez você não tenha mais tempo...

Por essa razão, se você se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, não deixe para depois tudo o que você pode fazer agora.

Sorria, ame, curta a sua família, role no chão com seus filhos, abrace a esposa, beije sua velha mãe, diga a seu pai que o ama e gaste uma porção do seu tempo com os amigos...

Tire férias, faça um check-up, cuide da saúde, invista um pouco em você.

E aproveite para refletir sobre as coisas espirituais, já que você é um ser imortal, criado para a eternidade...
* * *
Se você nunca sentiu o perfume de uma flor...

Jamais estendeu a mão a alguém necessitado de amparo...

Nunca observou o crepúsculo ou contemplou uma aurora...

Não tem tempo para dedicar aos familiares...

Não sai de férias há anos, para manter o serviço em dia...

Nunca emprestou um pouco do seu tempo a algum tipo de serviço social...

Então você já está morto, e ainda não percebeu.

Pense nisso, mas pense agora!
Redação do Momento Espírita, com base em texto da página geocities.com/heartland/village/1660.
Em 14.01.2008.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A LUZ EM NOSSAS VIDAS





Foi um sonho, há muito tempo acalentado, esse de o homem poder viver num ambiente iluminado.

Em 1828, Thomas Alva Edison conseguiu, pela primeira vez, a lâmpada elétrica de filamento.

A partir desse momento, tudo se modificou na sociedade. Cinquenta anos depois, Joseph Swan patenteou a lâmpada incandescente, que passou a ser industrializada.

É inconcebível hoje, para nossa mentalidade, um mundo sem luz elétrica. Ficamos a pensar no que seria uma casa iluminada por tochas, por candelabros, por velas.

Pode ser muito romântico um jantar à luz de velas. Contudo, viver uma vida inteira tendo que ler, fazer os serviços domésticos, tratar de doentes, costurar utilizando-se de velas, de tochas, de lampiões, de lamparinas... Inconcebível!

A própria natureza nos fala da importância da luz porque nos dá, ao longo do dia, o brilho solar. Quando estamos vivendo sob o brilho do sol, complicado pensar na noite escura.

Quando estamos refletindo sobre a noite escura, temos a oportunidade de pensar no brilho do luar e nos beijos cintilantes das estrelas.

A luz é, em verdade, a grande mensagem do Criador diante das trevas que ainda empanam a vida humana.

Diz o Velho Testamento, no livro do Gênesis: E o Senhor fez a luz. Faça-se a luz. Fiat lux. E a luz se fez.

E Jesus de Nazaré afirmou sem rebuços: Eu sou a luz do mundo. Aquele que andar em mim, jamais conhecerá as trevas.

Naturalmente que a luz de que falava Jesus Cristo não era uma luz física. Ele falava de uma luz mental, de uma claridade espiritual, de algo que Ele viera trazer ao mundo para nos retirar das nossas sombras.

Sombras de ignorância, noites de maldade, escuridão dos tormentos. Então, Ele veio como um astro do dia, uma estrela de primeira magnitude, com essa coragem de dizer, em pleno período das sombras: Eu sou a luz do mundo.

Mas o Homem de Nazaré ainda propôs que nós também trabalhássemos por desenvolver a nossa própria claridade: Brilhe a vossa luz.

Jesus propõe que façamos brilhar a nossa própria luz, porque somos lucigênitos. Fomos criados, gerados pela luz de Deus.

Esse é um convite para que trabalhemos o quanto nos seja possível para sairmos das trevas do não saber, do não sentir, do não amar, do não viver.

Em outro momento, asseverou o Celeste Amigo: Quando os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.

Os nossos olhos bons não são os olhos da face. É a nossa maneira de ver as coisas, nossa visão de mundo, nosso olhar sobre as pessoas.

Na medida em que formos misericordiosos, atenciosos, fraternos para com os outros e seus problemas, é natural que estaremos evoluindo, crescendo na direção do Altíssimo.

Todo o nosso ser espiritual, o nosso corpo espiritual, nosso corpo astral brilhará: Todo o teu corpo terá luz.

Todos os grandes gênios espirituais do mundo valorizaram a luz. Não é à toa que Siddhartha Gautama, o grande Buda, é chamado a luz da Ásia.

Por isto, quando Jesus afirma ser a Luz do mundo, Ele ultrapassa as dimensões de todas as terras, de todos os seres e Se mostra de fato como a Luz, Modelo e Guia para todos nós.


Redação do Momento Espírita, com base no programa televisivo Vida e valores - A luz elétrica, gravado por Raul Teixeira, em agosto de 2009, no Teatro da Federação Espírita do Paraná. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3116&stat=0.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

11º FEIRÃO DO LIVRO ESPÍRITA

SEMINÁRIO FEEAL



BUSCANDO O AUTOCONHECIMENTO



Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, perguntou aos Espíritos:
Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
Os Benfeitores da Humanidade responderam: Um sábio da antiguidade vo-lo disse: conhece-te a ti mesmo.
A Doutrina Espírita nos mostra o caminho que devemos percorrer para conseguirmos esse intento: o autoconhecimento.
A caminhada, portanto, é em sentido contrário ao que temos buscado até agora. É para dentro de nós mesmos, e não no exterior.
Alguns de nós não nos conhecemos, não fazemos ideia de quem somos, de qual será o nosso comportamento diante de determinada situação. Enfim, somos um ilustre desconhecido de nós mesmos.
Pelo desconhecimento dos nossos sentimentos, às vezes tomamos atitudes equivocadas, que nos causam desagrado, tão logo nos damos conta do ocorrido.
Uma senhora afirmava sempre que, se um dia fosse assaltada, ficaria imobilizada, petrificada. Certamente não teria forças para qualquer atitude.
A sua amiga, por sua vez, dizia que reagiria, que se fosse preciso lutaria, não deixaria barato não.
Um dia, ambas estavam conversando na calçada. Um garoto passou e levou a bolsa daquela que disse que reagiria. Ela ficou paralisada.
A outra, que afirmara que ficaria imobilizada, saiu correndo atrás do menino, dando-lhe com a sua bolsa nas costas e gritando para que devolvesse a bolsa da amiga.
O menino, que não esperava tal reação, jogou a bolsa no chão e se foi, pois achou melhor salvar a própria vida.
Isso prova que ambas desconheciam suas tendências pois, diante do inesperado, tiveram reações contrárias às que afirmavam que teriam.
Muitos de nós também nos desconhecemos, não costumamos fazer uma análise profunda da nossa intimidade.
Assim, facilmente nos surpreendemos conosco mesmos diante de situações inusitadas.
Para sabermos quanto de orgulho e egoísmo, piores chagas da sociedade, ainda carregamos em nós, basta que nos observemos com sinceridade, nos pequenos atos do quotidiano, que perceberemos com clareza.
Observemos a nossa reação diante da indiferença de um amigo, ou quando verificamos o pouco caso que fazem de um trabalho que executamos, do penteado ou da roupa que vestimos, ou quando alguém nos chama à atenção.
Cada pessoa é um universo que precisa ser descoberto para que possa fazer brilhar a luz que jaz latente em seu íntimo.
Todos somos lucigênitos, filhos da Luz, pois o Criador que é a Luz Suprema, assim nos fez a todos.
Se perscrutarmos com atenção nossa intimidade, perceberemos que já temos muitas conquistas mas que ainda nos falta dar alguns passos para que brilhe de fato a nossa luz. É só uma questão de tempo e de disposição.
Santo Agostinho, um dos pais da Igreja, colaborou na codificação da Doutrina Espírita.
A resposta a que nos referimos, no início, foi dada por ele. Recomenda que cada um de nós faça como ele fizera quando viveu na Terra. A cada noite ele fazia uma análise de como fora o seu dia. Se questionava se fizera alguma coisa contra Deus, contra seu próximo ou contra ele próprio. E sempre buscava corrigir o que precisava ser corrigido, buscando ser, a cada dia, melhor que no dia anterior.
É uma caminhada longa a do autodescobrimento, no entanto, necessária ao nosso aperfeiçoamento.
Redação do Momento Espírita.
Em 23.03.2010


FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

SABER OUVIR


Thomas Edison, o inventor da lâmpada, perdeu boa parte de sua capacidade auditiva quando tinha doze anos de idade.
Só podia ouvir os ruídos e gritos mais fortes.
Isso, no entanto, não o incomodava.
Certa vez, indagado a respeito da sua deficiência, respondeu com serenidade: Não ouço um passarinho desde meus doze anos mas, em vez disso constituir uma desvantagem, minha surdez talvez tenha sido benéfica para mim. Ela encaminhou-me muito cedo à leitura e, além disso, pude sempre concentrar-me com rapidez, já que me encontrava naturalmente desligado de conversações inúteis.
A singela observação guarda grande ensinamento.
A maior parte de nós tem plena capacidade auditiva, mas isso não significa necessariamente que tenhamos o dom de saber ouvir.
Embora a audição seja uma dádiva maravilhosa, não há como negar que poucos, muito poucos de nós dominamos a arte de ouvir.
Ainda não conseguimos ouvir os queixumes dos outros sem que atravessemos um comentário a respeito da nossa própria desdita.
Deixamos assim de escutar as histórias dos outros para narrar a nossa própria, como se apenas essa fosse digna de ser registrada e conhecida.
Ainda não conseguimos ouvir as críticas que nos fazem.
Em poucos instantes já estamos irritados e ofendidos, mais preocupados em nos defender ou até em agredir verbalmente o outro.
Ouvir com serenidade tudo o que nos querem falar, por ora, parece ser superior às nossas forças.
Ainda não conseguimos ouvir conselhos e orientações que sejam dirigidas à nossa melhoria íntima.
Esse tipo de conversa sempre nos parece aborrecida e sem sentido, afinal, muitas dessas palavras sábias representariam necessária mudança de conduta e o abandono de alguns vícios.
Não estamos dispostos a isso.
Mas, se a conversa gira em torno de maledicências, aí então, os ouvidos parecem ficar mais capazes de registrar sons e nosso interesse fica aguçado.
O sono passa e sempre há tempo para querer saber algum detalhe a mais a respeito do assunto.
Muita conversa inútil preenche nossas horas e consome nosso tempo.
Muitos exemplos infelizes são tomados como modelos de atitude, por equívoco daqueles que os ouvem.
Inúmeras dificuldades são criadas em nossa intimidade pelo desequilíbrio gerado pela maledicência.
Por outro lado, muitos amigos precisam de nós para um diálogo saudável e não temos sensibilidade suficiente para deixá-los falar.
Muitas palavras acertadas, que nos auxiliariam a não incidir mais uma vez no mesmo erro, deixam de ser escutadas por desatenção.
* * *
A capacidade de ouvir não se limita exclusivamente à possibilidade de captar sons.
Temos sido surdos em um mundo repleto de sons e de melodias que poderiam transformar nossas vidas em sinfonias de amor e de realização.
Temos sido criaturas incapazes de perceber palavras e histórias maravilhosas que ilustram a existência dos seres que nos cercam e que muito poderiam nos ensinar.
Temos sido deficientes auditivos quando se trata de escutar verdadeiramente aquilo que precisamos ouvir.
É necessário e urgente que desenvolvamos a real capacidade de ouvir.
Redação do Momento Espírita, com base em biografia de Thomas Edison.
Em 08.11.2010.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TESTAMENTO


Você já providenciou o seu testamento? Já decidiu a quem deixar os seus bens, quando a morte vier lhe ceifar a vida física?
Alguma vez já cogitou quantos transtornos poderão ser evitados se a partilha de tudo que você dispõe for decidida, por você mesmo, quando ainda goza das suas faculdades mentais e a saúde lhe sorri, abençoando-lhe os dias?
Quando você cogitar da divisão dos seus bens, elegendo herdeiros, pense em tudo o que você pode passar para os seus filhos, desde hoje.
Antes que a morte roube sua presença física do lar onde seus rebentos crescem sadios, ante seu olhar amoroso, medite nos valores que são imperecíveis e que lhe cabe ofertar.
Pense no valor honestidade. Já ensinou seu filho a ser honesto?
E ser honesto não quer dizer somente não se apossar do que não lhe seja devido. Significa muito mais.
Falando com seus filhos, estimule-os a serem honestos em todas as circunstâncias.
Não colando nas provas, não mentindo, mesmo que seja para ganhar no jogo de futebol da turma. Dizer toda a verdade mesmo que fiquem em apuros.
E não deturpar um pouquinho só a verdade, para que não soe tão mal, ou mentir para se proteger.
Como o melhor método de ensino é o exemplo, não esqueça de exemplificar sempre, com sua própria conduta.
E a coragem? Já a demonstrou ou buscou ensinar a seu filho?
Coragem que é ousadia para tentar realizar coisas boas, embora difíceis. Coragem que é força para não fazer o que todos fazem, mas dizer não, manter sua posição e até influenciar os outros positivamente.
Coragem que significa ser fiel às convicções e seguir os bons impulsos, mesmo que para todos os demais possam parecer tolos ou inconvenientes.
Coragem de demonstrar os próprios sentimentos, de ser afetuoso, de ser amigo.
Coragem de fazer o que é certo, mesmo que seja sozinho.
Verdadeiramente, estes são valores que você, de forma alguma, poderá repassar em testamento.
Mesmo porque, quando não estiver mais em corpo físico ao lado dos seus filhos, terá já passado a oportunidade da sua educação.
Aproveite, pois, o dia que vive ao lado deles e fale-lhes do respeito.
Respeito pela vida, pelos pais, pelos mais velhos, pela natureza, pelas crenças e direitos dos outros.
Fale-lhes da diversidade enorme de sentimentos dos seres humanos e ensine-os a ter respeito por todos.
Se você se empenhar, desde já, em passar valores verdadeiros a seus filhos, guarde a certeza de que, se vier a morrer sem ter deixado bem documentadas suas últimas vontades, eles saberão o que fazer.
Mais do que isto: agirão com dignidade, atendendo às lições que lhes foram repassadas.
E se você é dos que afirmam que nada tem de material para legar aos seus filhos, ministre desde já as lições do bem, da honradez, para que, quando se for, possa partir com a consciência tranquila a lhe apontar que cumpriu seu dever de pai e educador, com muita propriedade.
Pode não deixar recursos amoedados, mas terá legado ao mundo o de que ele mais necessita: homens de bem.
* * *
Os seus filhos poderão crescer e acabar desenvolvendo valores diferentes dos seus e dos que tentou ensinar.
Contudo, a sua mensagem de valores permanecerá indelével em suas mentes. Um dia, eles a recordarão e a utilizarão, mesmo que seja em dias avançados de suas vidas, após terem cometido erros e desacertos.
Não deixe, assim, passar em branco a oportunidade presente.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.
Em 28.12.2009.

domingo, 21 de agosto de 2011

PELAS OBRAS



 Fonte Viva
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

E que os tenhais em grande estima e amor por causa de sua obra. (Paulo - I Tessalonicenses, 5:13)
Esta mensagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.
Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposam os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis. Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo, para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.
Se amamos alguém tão-só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.
Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.
Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.
É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.
Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com Ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.

sábado, 20 de agosto de 2011

TEUS OLHOS



Encontramos nas anotações do Evangelista Mateus, a observação de Jesus: Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.
Jesus, com certeza, não quis dizer que os olhos físicos teriam a possibilidade de transformar o corpo em um foco de claridade, mesmo porque o brilho não é qualidade do corpo físico.
O Mestre Se referia às questões espirituais.
Ver é a condição de observação e análise das coisas que nos cercam que, naturalmente, tem a ver com o nível de maturidade, de progresso em que cada um se encontra.
É assim que, para quem vê as coisas do ângulo imediatista, o delinquente juvenil ou adulto será sempre culpado, merecedor dos castigos da lei humana. Mesmo que o castigo chegue pelas mãos daqueles que se julgam prejudicados.
Para quem tem olhos bons, ou seja, que procura enxergar os fatos pelo lado positivo, o jovem ou o adulto em tal circunstância será sempre a alma que não teve orientação capaz de a libertar das más tendências.
Será o ser que, envenenado pela revolta que lhe causa a injustiça social, não consegue viver com nobreza.
Não que se pretenda aplaudir o erro, mas ver a criatura que erra como alguém carente de educação e amparo, orientação e trabalho, para que se possa renovar.
Para olhos comuns, a mulher que vende o próprio corpo em prazeres e sensações não passa de alguém com marcas da prostituição, merecendo o desprezo.
Para os que possuem bons olhos será a irmã atormentada que se deixa explorar por mentes perturbadas.
Sem pensar em aprovar as práticas erradas, que acabam por destruir os que nelas se envolvem, não podemos deixar de pensar nessas criaturas como carentes de atenção e respeito.
E, se não as pudermos atender com orientação segura, que possam ao menos merecer a suavidade das nossas orações.
Para os olhares comuns, os que se deixaram arrastar para as valas da dependência dos tóxicos são viciados que somente poderão ser detidos por grades em celas de prisão, impedindo que propaguem o mal.
Para os que tenham olhos bons, são os irmãos de jornada que não suportaram conflitos e desejaram fugir deles e de si mesmos, precipitando-se nos poços da dependência química.
Na verdade, o que eles aguardam é o apoio, o amparo para que possam sair dessa loucura, buscando caminhos de reequilíbrio. Esperam por mão amiga. Aguardam o tratamento da medicina, da psicologia e da religião, mesmo que não expressem tal desejo com sua própria voz.
Como vemos, existem olhos que condenam e existem os que auxiliam e cooperam.
Quando nos ajustarmos à seara do amor, do bem e da paz, com olhos de compreensão, mergulharemos na luz, demonstrando que alcançamos um novo estágio de progresso e nos encontramos em marcha para a evolução espiritual, para a conquista do brilho do corpo espiritual, que refletirá nossas virtudes.
* * *
Quando tomarmos conhecimento da ignorância que se encontra em toda parte, permitamos que a luz do entendimento possa espalhar instrução e amparo, a fim de que seja afugentada a sombra que enlouquece a Terra inteira, atormentando muitas almas.
Tão logo a criatura se decida por se deixar conduzir pelas leis do bem, a grande noite terrestre dará lugar às auroras sublimes, anunciadoras dos dias de paz.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 20 do livro
Cintilação das estrelas, pelo Espírito Camilo, psicografia de
J. Raul Teixeira, ed. Fráter e pensamentos finais do cap. 2
(Entre o bem e o mal), do livro Ante o vigor do Espiritismo,
por Espíritos diversos, psicografia de
J. Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 25.03.2010.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SABER AGRADECER



Muitos de nós costumamos reclamar das dificuldades do mundo, mas será que temos pensado nas facilidades que são colocadas em nossas mãos?
Apressamo-nos em quitar a conta de luz elétrica para não pagar a multa cobrada pelo atraso. Todavia, a usina solar que nos fornece claridade, calor e vida, não é lembrada em nossa conversa diária.
Reclamamos quando pagamos a conta de água encanada, mas sequer nos lembramos da gratuidade da água das chuvas e das fontes cristalinas que enriquecem a vida.
Gastamos elevada soma de dinheiro na aquisição de gêneros alimentícios que nos atendam ao paladar, contudo, o oxigênio, elemento mais importante a sustentar-nos o organismo, é utilizado em nosso sangue sem pesar-nos no orçamento.
Despendemos altos valores para renovar o guarda-roupa, e apesar disso, não nos lembramos o quanto devemos ao corpo de carne a resguardar-nos o espírito.
Remuneramos muito bem o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial; entretanto, nada tivemos que pagar para obter a dentadura natural completa. . .
Pagamos pelas drágeas medicamentosas para acalmar leve dor de cabeça, e esquecemos de que recebemos de graça a faculdade de pensar.
Pagamos altas quantias para assistir a um espetáculo esportivo ou artístico, contudo, podemos contemplar de graça o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...
Para ouvir as melodias de uma orquestra qualquer, temos que desembolsar quantia significativa, no entanto, ouvimos diariamente a divina música da natureza, sem consumir um único centavo...
Observando essas pequenas situações, nos daremos conta de que temos mais para agradecer do que para reclamar.
O que normalmente ocorre, é que o hábito de agradecer ainda não faz parte de nós.
Conforme a recomendação de Paulo, o apóstolo, devemos dar graças por tudo.
Um dia, uma senhora ouviu um orador fazer essa recomendação e logo que ele concluiu sua fala, ela aproximou-se dele e lhe falou:
Ah, meu amigo, como é que eu posso dar graças por tudo, se a minha mãe está internada num hospital há meses, fazendo tratamentos dolorosos?
Pense, minha amiga, que tantas mães morrem nas sarjetas sem cuidados médicos nem assistência amiga de um familiar, e a sua genitora pode dispor de um hospital e de toda uma equipe de médicos e enfermeiros para atendê-la.
A senhora retrucou:
É, meu amigo, mas eu só sobrevivo à custa de dez remédios diferentes que tomo todos os dias...
O orador, que realmente desejava mostrar-lhe que tinha motivos para agradecer, respondeu compassivo:
Veja a senhora que existem tantas pessoas que não têm recursos para comprar um único remédio para aliviar a dor, enquanto a senhora pode comprar dez...
Por fim, a senhora entendeu que tinha motivos de sobra para agradecer a Deus por tudo...
* * *
Deus nos dá sempre o de que necessitamos, embora nem sempre seja o que gostaríamos de receber.
É que Deus sabe o que é melhor para nosso progresso. Como Pai justo e bom, não leva em conta nossas reclamações e oferece-nos sempre um novo dia repleto de oportunidades para que gravitemos para Seu amor, que é fonte inesgotável de bênçãos.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 66, do livro
O Espírito da Verdade, por Espíritos diversos, psicografia de
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed Feb.
Em 12.06.2009

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TENHAMOS FÉ



TENHAMOS FÉ
Emmanuel

”... vou preparar-vos lugar.” — Jesus. (João, capítulo 14, versículo 2.)

Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados, trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, “sem lugar” adequado aos sublimes ideais que entesouram.
Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido:
Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.
Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.
Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.
Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.
Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.
Se obedece quanto é justo, é considerado servil.
Se usa a tolerância, é visto por incompetente.
Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.
Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.
Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.
Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.
Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.
Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.
Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar.
“Há muitas moradas na Casa do Pai.”
E o Cristo segue servindo, adiante de nós.
Tenhamos fé.
(Emmanuel, Fonte Viva, 44, FCXavier, FEB)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

 

Mediunidade bênção de Deus


José Francisco Costa Rebouças

Os espíritos superiores nos ensinam que a mediunidade está na terra desde os primeiros processos da manifestação do homem no planeta, e que nem mesmo nos momentos mais difíceis dos acontecimentos históricos, políticos, sociais etc..., por que passou a humanidade, em que muitos serviram de mártires, a mediunidade não recuou diante da tirania e da ignorância dos poderosos da época, que perseguiram homens e mulheres que foram barbaramente supliciados até a morte por serem provas vivas da verdade espiritual.
Muitos dos primeiros cristãos, médiuns de valiosos recursos mediúnicos, foram mortos da maneira mais bárbara possível, alguns traspassados por flechas incandescentes, outros foram cozidos vivos em azeite fervendo, outros jogados às feras nos espetáculos circenses para serem devorados vivos sob o aplauso da turba romana, patrocinados pelos imperadores sanguinolentos.
Mas, apesar de tudo, o Cristianismo seguiu conduzidos pelos benevolentes trabalhadores do Cristo, e grandes vultos da história do cristianismo surgiam, os profetas se multiplicavam, os fenômenos mediúnicos invadiram até mesmo a história da Igreja, pois muitos dos seus Santos foram méduins na terra, podemos citar Santo Agostinho, São Luiz, etc.., e outras tantas personalidades da humanidade conhecidas em toda a terra entre elas Joanna D’arc.
No livro dos médiuns, Capítulo XXXI - item XI, o espírito Pedro Jouty nos esclarece a esse respeito dizendo: ““O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Elêusis se fundavam na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios tinham médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana d'Arc não eram mais do que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu. Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola”.
Foi então que na primeira metade do século XIX os fenômenos mediúnicos abalaram a comunidade científica na América e na Europa, pois as mesas dançavam, e a presença dos fenômenos que se alastravam falavam à razão humana da existência de mais um enigma a ser decifrado pelos sábios e estudiosos.
Deus, então, por sua infinita misericórdia e bondade, fez surgir o sol fulgurante da verdade e, era necessário uma alma de escol, para recebê-lo e interpretá-lo sob uma nova ótica, diferente daquela até então utilizada pelos cientistas da época, inteiramente voltada para o materialismo.
Surge nesse grave momento, o extraordinário espírito incumbido de tão grande e sublime missão, o codificador Allan Kardec que empregou toda sua genialidade e cultura científica milenares, na organização dos ensinos ministrados pelos Imortais do mundo maior, lançando os livros contendo a filosofia, a ciência e a religião espírita.
Daquele momento em diante, a mediunidade deixava de ser mística e sobrenatural, para ser entendida como mais uma ferramenta de que o ser humano pode se utilizar, de maneira positiva, em benefício próprio e do seu semelhante.
Hoje, esclarecidos pela terceira revelação, podemos entender que a mediunidade é coisa sagrada, que deve ser praticada de maneira digna e responsável, exercida com devotamento, discrição e humildade, no anonimato em benefício da humanidade.
Os médiuns, não são seres privilegiados em missão na mediunidade, são sim na maioria das vezes, seres endividados e em necessárias provas e rígidas expiações a caminho da sua própria regeneração diante das Leis eternas e imutáveis que regem o destino dos seres humanos.
Para finalizar, recorreremos mais uma vez ao Livro dos Médiuns, ainda no Capítulo XXXI, onde encontramos a comunicação que abaixo transcrevo, como seguro ensinamento para todos que laboramos nos trabalhos que a mediunidade nos premia e que precisamos saber dar o devido valor.
“Todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo. Agora, que uns se Comuniquem diretamente com ele, valendo-se de uma mediunidade especial, que outros não o escutem senão com o coração e com a inteligência, pouco importa: não deixa de ser um Espírito familiar quem os aconselha. Chamai-lhe espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde à vossa alma, pronunciando boas palavras. Apenas, nem sempre as compreendeis.
Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes.
Escutai essa voz interior, esse bom gênio, que incessantemente vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são médiuns”.
Channing