sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sabedoria



Conta-se que num país longínquo, há muitos séculos, um rei se sentiu intrigado com algumas questões. Desejando ter respostas para elas, resolveu estabelecer um concurso no qual todas as pessoas do reino poderiam participar.
O prêmio seria uma enorme quantia em ouro, pedras preciosas, além de títulos de nobreza.
Seria premiado com tudo isto quem conseguisse responder a três questões: Qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?
Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, tentando responder às três perguntas.
Para desconsolo do rei, nenhum deles deu uma resposta que o satisfizesse.
Em todo o território, um único homem não se apresentou para tentar responder os questionamentos. Era alguém considerado sábio, mas a quem não importavam as fortunas nem as honrarias da Terra.
O rei convocou esse homem para vir à sua presença e tentar responder suas indagações. E o velho sábio respondeu a todas:
O lugar mais importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde você mora, vive, cresce, trabalha e atua é o mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo, porque este é o seu lugar.
A tarefa mais importante do mundo não é aquela que você desejaria executar, mas aquela que você deve fazer.
Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é aquele que lhe permite o próprio sustento e da sua família.
É aquele que lhe permite desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe permite exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade.
Se você não tem o que ama, importante que ame o que tem. A mínima tarefa é importante. Se você falhar, se se omitir, ninguém a executará em seu lugar, exatamente da forma e da maneira que você o faria.
E, finalmente, o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é ele que lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade.
A caridade é uma escada de luz. E o auxílio fraternal é oportunidade iluminativa. É a mais alta conquista que o homem poderá desejar.
O rei, ouvindo as respostas tão ponderadas e bem fundamentadas, aplaudiu, agradecido.
Para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a sua vida, uma razão de ser para os seus últimos anos sobre a Terra.
* * *
Muitas vezes pensamos em como seria bom se tivéssemos nascido em um país com menos inflação, com menos miséria, sem taxas tão altas de desemprego, gozando de melhores oportunidades.
Outras vezes nos queixamos do trabalho que executamos todos os dias, das tarefas que temos, por achá-las muito ínfimas, sem importância.
Desejamos que determinadas pessoas, importantes, de evidência social ou financeira pudessem estar ao nosso lado para nos abrir caminhos.
Contudo, tenhamos certeza: estamos no lugar certo, na época correta, com as melhores oportunidades, com as pessoas que necessitamos para nossa evolução.
Pense nisso. Mas, pense agora.
Redação do Momento Espírita com base em texto intitulado Sabedoria, publicado no mensário espírita O sol nascente, de setembro/2001, nº 390, ano XXXII e sem menção a autor e no verbete Sabedoria, do livro Repositório de sabedoria, v.II, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 04.04.2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Beneficência

 

Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos. Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: "Amai-vos uns aos outros." Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa-vontade. Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem.
Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as.
Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina. Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis.
A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa.
A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. Como desprezar essa bondade suprema? Qual o coração, disso ciente, bastante perverso para recalcar em si e expulsar esse sentimento todo divino? Qual o filho bastante mau para se rebelar contra essa doce carícia: a caridade?
Não ouso falar do que fiz, porque também os Espíritos têm o pudor de suas obras; considero, porém, a que iniciei como uma das que mais hão de contribuir para o alívio dos vossos semelhantes. Vejo com freqüência os Espíritos a pedirem lhes seja dado, por missão, continuar a minha tarefa. Vejo-os, minhas bondosas e queridas irmãs, no piedoso e divino ministério; vejo-os praticando a virtude que vos recomendo, com todo o júbilo que deriva de uma existência de dedicação e sacrifícios. Imensa dita é a minha, por ver quanto lhes honra o caráter, quão estimada e protegida é a missão que desempenham. Homens de bem, de boa e firme vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade; no exercício mesmo dessa virtude, encontrareis a vossa recompensa; não há alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente. Sede unidos, amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja. - S. Vicente de Paulo. (Paris, 1858.)
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XIII. Item 12. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.

* * * Estude Kardec * * *

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MEDIUNIDADE



Mediunidade sem exercício no bem, é semelhante ao título profissional sem a função que lhe corresponde.

A medicina é venerável em suas finalidades, mas se o médico abomina os doentes, não lhe vale o ingresso no apostolado da cura.

A lavoura é serviço que assegura à comunidade o pão de cada dia, contudo, se o homem do campo odeia o arado, preferindo acomodar-se com a inércia, debalde a gleba em suas mãos recolherá o apoio do sol e a bênção da chuva.

Mediunidade não é pretexto para situar-se a criatura no fenômeno exterior ou no êxtase inútil, à maneira da criança atordoada no deslumbramento da festa vulgar.

É, acima de tudo, caminho de árduo trabalho em que o espírito, chamado a servi-la, precisa consagrar o melhor das próprias forças para colaborar no desenvolvimento do bem.

O médium, por isso, será vigilante cultor do progresso, assistindo-lhe a obrigação de aprimorar-se incessantemente para refletir com mais segurança a palavra ou o alvitre, o pensamento ou a sugestão da Vida Maior.

Nesse sentido, sabendo que a experiência humana é vasta colméia de luta na qual enxameiam desencarnados de toda sorte, urge saiba ajustar-se à companhia de ordem superior, buscando no convívio de Espíritos Benevolentes e Sábios o clima ideal para a missão que lhe compete cumprir, significando isso disciplina constante no estudo nobre e ação incansável na beneficência em favor dos outros.

Essa é a única senda de acesso à vida mais alta, através da qual, auxiliando sem a preocupação de ser auxiliado, servindo sem exigência e distribuindo, sem retribuição, os talentos que recebe, poderá o medianeiro honrar efetivamente a mediunidade, por ela espalhando os frutos de Paz e Amor que lhe repontam da vida, em marcha gradativa para a Grande Luz.

"MEDIUNIDADE E SINTONIA"
EMMANUEL

Dom de Deus

 

Caridade ? o doce alívio
Àquele que pede à porta;
Entretanto, além do amparo,
A frase que reconforta;
O socorro em que te mostras
Onde o bem se faz preciso,
Colocando em cada gesto
A dádiva de um sorriso.
Caridade ? a paciência
No apoio do braço irmão
Que suporta o companheiro
Na hora da irritação;
O ouvido que escuta e cala,
Cumprindo santo dever,
Esquecendo tudo aquilo
Que não se deve dizer.
Caridade ? a mente calma
Da criatura sincera,
Que ajuda sem reclamar,
Que jamais se desespera;
A voz que adoça pesares,
Que não fere, nem se cansa,
Vestindo a dor da verdade
Na túnica da esperança.
Caridade ? dom de Deus,
A bondade dividida,
Será sempre, em toda parte,
A luz que clareia a vida;
Mas só fica onde trabalha
E nunca aparece em vão,
Quando nasce, vibra e serve
Por dentro do coração.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito Manoel Monteiro. Capítulo 2.

* * * Estude Kardec * * *

domingo, 25 de setembro de 2011

CÁRITAS


Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.
Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.
Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.
Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.
Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.
Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.
Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.
Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.
Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.
Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.
Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.
Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.
Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.
Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.
Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.
Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.
Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.
Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...
As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.
O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.
Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.
Eu sou a caridade!
* * *
A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.
Redação do Momento Espírita, com base em
mensagem do Espírito Cáritas, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, em 06.01.99,
na cidade do Salvador – BA.
Em 28.12.2007

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SABEDORIA NA DOAÇÃO



Não é raro que, na ânsia de fazer o bem, nos disponhamos a dar coisas, distribuir alimentos.
Não é raro também se ouvir frases de decepção, do tipo: As pessoas nunca estão satisfeitas.
Se ofereço sopa, elas perguntam se não há algo mais. Se distribuo roupas, reclamam da cor e do modelo.
Ou ainda: Acredita que o andarilho falou que não queria o cobertor?
Essas situações nos remetem a uma outra, vivida no século passado, durante a revolução cultural da China.
Fang era uma pessoa compreensiva e receptiva a novas idéias.
Uma das grandes realizações dos Guardas Vermelhos fora a criação de escolas noturnas, cujo objetivo era transmitir aos camponeses as idéias comunistas de Mao.
Todos recebiam cópias do Livro Vermelho.
Fang era analfabeta. Por isso, dois jovens e entusiasmados Guardas Vermelhos decidiram ensiná-la a ler.
Ela nunca chegou a reconhecer palavras isoladas. Mas, conseguiu memorizar parágrafos inteiros dos ensinamentos de Mao.
Enquanto lavava a roupa, limpava a casa, costurava ou cozinhava, seus lábios se moviam.
Ela recitava, em silêncio, passagens do Livro Vermelho. Por isso, foi considerada uma aluna-modelo.
Pouco tempo passado, duas jovens da Brigada Vermelha foram visitá-la. Desejavam verificar seus progressos na leitura.
Fang disse que estava ocupada, que elas voltassem depois.
Naquela manhã, o carvão usado se recusava a acender e o pequeno cômodo estava tomado pela fumaça.
As moças se foram, mas, voltaram logo depois, insistindo que era preciso verificar se a senhora entendera os ensinamentos do Livro Vermelho de Mao.
Tinham de entregar, naquela noite, um relatório ao líder do grupo.
Fang ficou impaciente. Ela pediu que uma das moças assumisse seu lugar na cozinha, que a outra tentasse acender o fogo.
Elas se entreolharam confusas. Então, a camponesa desabafou:
Eu poderia passar todos os dias, por todo o resto da minha vida, decorando os ensinamentos de Mao.
Mas quero saber: Quem vai arrumar, limpar e cozinhar?
Quem vai dar banho nos meus sete filhos, costurar as roupas deles, preparar três refeições por dia, todo santo dia?
Quem vai fazer mágica para conseguir cozinhar?
Vocês pensam que as palavras do Presidente Mao enchem barriga?
Se vocês vierem aqui todos os dias para me ajudar nas minhas tarefas, eu aprendo o que quer que queiram me ensinar. E muito mais.
As moças foram embora, sem dizer nada. E nunca mais voltaram àquela casa.
* * *
Desejando fazer o bem, analise o que especialmente as pessoas que você pensa auxiliar, necessitam.
Algumas carecem de pão, outras necessitarão agasalho. Alguém pedirá que você lhe decifre o alfabeto.
Outro mais desejará dinheiro para se locomover a determinado local. Aquele sonha em freqüentar bancos escolares.
Pense nisso: o importante não é dar. É dar com sabedoria a cada um aquilo de que carece e anseia.
Desta forma, o seu benefício alcançará superiores objetivos, suprindo a real necessidade.
Redação do Momento Espírita com base n
o cap. 2 do livro Adeus, China –
o último bailarino de Mao, de
Li Cunxin, ed. Fundamento.
Em 02.05.2008.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PESOS E MEDIDAS


Bem-aventurados os que têm sede de justiça, porque serão saciados. Essa afirmativa de Jesus nos faz pensar se podemos nos incluir no número dos que têm sede de justiça.
Segundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que é seu.
Jesus, no entanto, se referiu à justiça recomendando que fizéssemos ao próximo o que gostaríamos que o próximo nos fizesse.
Todavia, nós que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.
No convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.
O trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.
Se nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.
Se a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata.
Mas, se está envolta em andrajos, bem diferente é a nossa atenção.
Outro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?
Se fôssemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.
Mas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo. Afinal, o mundo é dos espertos, pensamos.
Mas nos dizemos pessoas justas.
Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pôde alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!
Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justiça.
Mas, quantos de nós compramos atestados falsos para ludibriar o patrão e receber o salário integral?
Usamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.
Assim, podemos nos perguntar: Será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?
A promessa do Cristo é real e se cumprirá quando efetivamente tivermos sede de justiça, usando, como a Justiça Divina, um único peso e uma única medida, com imparcialidade.
* * *
Os Espíritos superiores recomendam que, caso tenhamos dúvidas quanto ao procedimento que devamos adotar com alguém, que nos coloquemos no lugar desse alguém e façamos exatamente o que desejaríamos que nos fosse feito.
Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para nós mesmos.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 22.04.2009

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CARIDADE

O verdadeiro sentido da palavra caridade:

O amor e a caridade são o complemento da lei_de_justiça, pois amar_o_próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito.

Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles...

  • nossos inferiores,
  • nossos iguais,
  • ou nossos superiores.

Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer.

  • Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas.
  • Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela.
  • No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação.

O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

sábado, 17 de setembro de 2011

Tempo de amolar o machado


Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.
O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.
Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.
Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.
Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.
Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.
O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.
Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.
De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.
Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.
Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.
O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?
Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.
Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.
Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.
Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.
Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.
O velho, sabiamente, lhe respondeu:
Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!
* * *
Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.
Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.
Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.
Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.
É tempo de amolar o machado!
Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.
Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.
Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.
Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.
Redação do Momento Espírita com base em
conto da obra S.O.S. Dinâmica de grupo, de
Albigenor e Rose Militão. ed. Qualitymark.
Em 27.02.2008.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

REFLEXÃO



Assim como a cera, naturalmente dura e rígida, torna-se, com um pouco de calor tão moldável que se pode levá-la a tomar a forma que se desejar, também se pode, com um pouco de cortesia e amabilidade, conquistar os obstinados o os hostis. (Schopnhauer, filósofo alemão)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sem deixar para amanhã



A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.
De repente, ele morre e ficamos a pensar: “meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta.”
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.
E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.
O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: “eu devia ter falado com ela.”
Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
É mais ou menos assim: “lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?
Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?
Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.
E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?
Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...
Mas você não voltou...”
***
Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.
O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.
Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: “amai-vos como eu vos amei.”
Equipede Redação do Momento Espírita com base no cap. O casulo e a borboleta, do livro o Túnel e a luz, de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sem Caridade

 

Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transforma-se em preguiça.
*
Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
*
Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
*
Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
*
Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
*
Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
*
Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa podera descer ao isolamento enfermiço.
*
Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.
*
Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
*
Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.
*
Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
*
Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.

* * * Estude Kardec * * *

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

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@aejeaeje

Deformidade Perispiritual


A dor no veículo_físico é um acontecimento real no encéfalo, mas puramente imaginário no órgão que supõe experimentá-la. A mente, através das células_cerebrais, registra a desarmonia corpórea, constrangendo a urdidura orgânica ao serviço, por vezes torturado e difícil, do reajuste. Aqui, também, o aspecto anormal, até monstruoso, resulta dos desequilíbrios_dominantes_na_mente que, viciada por certas impressões ou vulcanizada pelo sofrimento, perde temporariamente o governo da forma, permitindo que os delicados tecidos do corpo_perispirítico se perturbem, tumultuados, em condições anormais. Em tal situação, a alma pode cair sob o cativeiro de Inteligências perversas e daí procedem as ocorrências deploráveis pelas quais se despenha em transitória animalização por efeito hipnótico.

[83 - página 40] - André Luiz

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sem Caridade

 

Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transforma-se em preguiça.
*
Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
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Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
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Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
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Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
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Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
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Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa podera descer ao isolamento enfermiço.
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Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.
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Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
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Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.
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Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
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Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.

* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

II – A Paciência

UM ESPÍRITO AMIGO
Havre, 1862
7 – A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu.
Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseqüentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.
Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo

sábado, 3 de setembro de 2011

JORNADA DA MULHER ESPÍRITA DO ESTADO DE ALAGOAS


Mediunidade será tema de Jornada Espírita



O sesquicentenário do Livro dos Médiuns será o mote da XXVII Jornada da Mulher Espírita do Estado de Alagoas, que acontecerá no período de 11 a 18 deste mês, com abertura e encerramento no auditório do Centro Espírita William Crookes, bairro do Prado, às 16h30.
A palestra do primeiro dia será proferida pela expositora Maria José de Alcântara, do Estado da Paraíba, que falará sobre “Jesus – o médium por excelência”. Já o tema central do evento será desenvolvido no último dia da jornada pela coordenadora de Comunicação Social Espírita de Goiás, Ivana Raisky, que abordará “O Livro dos Médiuns – 150 anos iluminando consciências”.
A exemplo das edições anteriores, a jornada deste ano terá duração de uma semana e irá prestigiar diversas casas espíritas da capital, levando, à cada noite, uma palestra diferente, em nova localidade.
No dia 12, às 19h30, os freqüentadores do Centro Espírita Alagoano Melo Maia, que fica na Rua Barão de Alagoas, 316, Centro, serão contemplados com a expositora Nair Ney Simões falando sobre “Mediunidade – ponte de luz entre o céu e a Terra”. Na terça-feira (13), às 20h, será a vez da comunidade da Pajuçara receber a jornada com a palestra “Estudo, disciplina e moralidade – base segura da mediunidade”, que será proferida pela jornalista Yvette Moura, no Núcleo Fraterno Bezerra de Menezes (Travessa Primavera, 189). Na quarta-feira (14), também às 20h, a psicóloga Lígia Melo falará sobre “Mediunidade em crianças e jovens – como administrar?”, no Núcleo de Estudos André Luís, que fica na Rua Escritor Paulo Santiago, 102, Poço.
Nos dias subseqüentes, Mary Jane Morais levará “Mediunidade e obsessão” à comunidade de Jacarecica, no Centro Espírita Recanto da Fé, que fica na Rua E, 113, e a pedagoga Marluce Ferreira – que é a Coordenadora de Educação Mediúnica da Federação Espírita do Estado de Alagoas – irá discorrer sobre “Evangelho e Mediunidade – caminho para a Regeneração”, na Sociedade Espírita Discípulos de Jesus, localizada à Avenida Siqueira Campos, 1098, no Prado. Todas duas com início às 20h.
Já no sábado (17), a jornada prossegue no bairro do Vergel, com Madalena Caldas falando sobre o tema “Mediunidade – chamamento divino”, e a palestra vai acontecer às 16h, no Núcleo de Espiritismo Eurípedes Barsanulfo (NESEBA), na Rua Craveiro Costa, 47.
O tema deste ano é mais uma comemoração do sesquicentenário da segunda obra básica do Espiritismo, publicada em 1861, que propõe as bases seguras para a boa prática da mediunidade, fundamentadas nas pesquisas experimentais e científicas que comprovam a comunicabilidade com os espíritos.
Maiores informações: 3223-8699 (Feeal) e 8827-4897 (Conceição Farias – coordenadora).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Reação diferente


Como você costuma reagir quando as coisas dão errado? Se você programa um final de semana na praia, e a chuva estraga o passeio; se você esperava receber o salário para realizar um sonho, comprando algo especial e uma despesa extra arruinou esta possibilidade como você reage?
Você costuma ficar chateado por horas e até dias, por que teve um pequeno acidente no trânsito, o carro não ficou pronto, o salário atrasou?
Se você reage assim, com certeza fica infeliz muitos dias durante o mês.
Entretanto, existem pessoas que sabem extrair dos fatos mais difíceis de suas vidas, coisas muito positivas.
Uma dessas pessoas é liana Müller Borges. Uma arquiteta paisagista de sessenta anos que um dia teve sua casa assaltada por bandidos que a fizeram refém. Ela foi obrigada, sob a mira de uma arma, a dirigir seu veículo até um esconderijo em uma favela. Durante três horas, ela foi mantida prisioneira em um barraco. Pela janela, enquanto aguardava por sua liberdade, ela pôde olhar algumas crianças que brincavam em um rio sujo, nas proximidades.
Ela sempre se incomodara com a pobreza do país. E naquelas horas, ali prisioneira, se pôs a pensar: "por que todas as crianças não podem crescer com saúde e educação, como meus filhos?"
Horas mais tarde ela foi resgatada. Voltou para casa. Mas, alguns dias depois, retornou à favela. Foi batendo de porta em porta, perguntando aos moradores o que eles mais necessitavam. Ela queria ajudar. Queria mudar aquele estado de coisas.
A primeira providência, atendendo ao pedido das mulheres que trabalhavam fora do lar, foi construir uma creche. Um ano depois, com os recursos conseguidos e a mão de obra da favela, foi inaugurada a creche.
Liana foi trabalhar como voluntária. Ela não desejava somente resolver o problema, delegando o trabalho a outros. Ela queria fazer parte daquele projeto. Passou a trabalhar com as mães, dando-lhes aulas sobre higiene e saúde. Dez anos depois, liana continua seu trabalho. Hoje, em parceria com empresas e a prefeitura, a associação que ela criou ampara a criança e oferece programas profissionalizantes, beneficiando os quatro mil habitantes da favela.
Um seqüestro, um grande susto, algo ruim. Mas, aquela mulher soube captar a mensagem de necessidades do local e transformou um pesadelo em um belíssimo sonho concretizado, que atende e salva muitas outras vidas.
Pense nisso!
Quando você passa pela rua e se depara com quadros de dor, miséria e abandono, já se perguntou o que você pode fazer a respeito?
Já pensou que cada um de nós é responsável pelo estado de felicidade ou infelicidade do semelhante?
Pode ser que você não consiga realizar uma grande obra, mas pode começar atendendo o próximo que está mais próximo.
Você já tentou ajudar seu colega de trabalho? Você sabe das dificuldades que ele atravessa?
E na sua vizinhança? Não existe alguém para ajudar, amparar, servir?
Não deixe que a sua infelicidade lhe impeça de ver as coisas como realmente são. Melhor do que isso: compare e descobrirá como você tem muitas coisas para ser feliz e fazer os outros felizes.
Pense nisso! Mas pense agora.
Fonte:
Revista Seleções do Reader's Digest , junho/2000, pág. 8